terça-feira, 14 de junho de 2016

Atirador usava aplicativos gays e frequentava boate onde cometeu crime


Pelo menos cinco pessoas reconheceram Omar Mateen – o homem que invadiu uma boate gay em Orlando e matou 49 pessoas antes de ser morto pela polícia – como um frequentador de casas noturnas LGBT na cidade, e usuário de aplicativos de paquera gay como Grindr, Jack’d e Adam4Adam.

Frequentadores habituais da boate Pulse, onde o crime aconteceu na madrugada deste domingo (12), disseram já ter visto Mateen no local antes, bebendo e dançando com homens. Uma delas garantiu se lembrar da presença do atirador em uma das festas no local há pelo menos três anos.

“Às vezes ele ficava sentado em um canto, bebendo sozinho. E outras vezes ele ficava muito bêbado e briguento”, relembrou Ty Smith, um cliente habitual da boate, em entrevista ao jornal Sentinel. De acordo com o rapaz, que teria conversado com Mateen em diversas ocasiões, o atirador às vezes mencionava o pai, a mulher o filho.

“Ele era gay, e vinha aqui tentando arranjar algum paquera”, disse o americano Jim Van Horn. Ele descreveu Mateen como um frequentador assíduo da boate Pulse, e descreveu a forma como ele abordava suas eventuais conquistas. “Ele se aproximava e coloca seu braço ao redor de alguém, e às vezes tentava fazer com que eles dançassem um pouco com ele, ou aceitassem que ele lhes pagasse um drinque”, disse Van Horn.

Uma outra testemunha também disse ter trocado mensagens ocasionais com o atirar no aplicativo de paquera Jack’d, em 2015. Kevin West e Mateen não chegaram a marcar um encontro, até que o rapaz o viu do lado de fora da boate uma hora antes do ataque.

“Ele passou por mim, sem me ver. Eu disse ‘oi’, e ele se virou e me respondeu com um outro ‘oi’, sacudindo a cabeça”, disse Kevin West para a revista Times. “Eu o reconheci pelos olhos”.

Uma ex-funcionária da boate Pulse também afirmou para a emissora ABC News que tinha certeza que chegou a expulsar Mateen da casa de shows antes. Outro frequentador disse que o atirador já tinha puxado uma faca no local após se ofender com uma piada sobre religião, mas que geralmente ele era uma ‘cara legal’ e parecia conhecer e estar ‘confortável’ com as drag queens que trabalhavam lá.