terça-feira, 21 de junho de 2016

Enviar uma pá de turbina eólica construída em SP para o Nordeste é tão caro quanto para os EUA, diz empresário

O custo para transportar uma pá de turbina eólica construída em São Paulo para o Nordeste brasileiro é o mesmo do que enviar para os EUA, o triplo da distância.

A informação foi apresentada nesta terça (21) por Marcelo Soares, presidente da Tecsis, empresa que exporta pás usadas para produção de energia eólica, durante a abertura do segundo dia do Fórum Economia Limpa, promovido pela Folha de S.Paulo e Abralatas.

A companhia faz suas peças em Sorocaba (SP) e as envia para cidades do interior do Nordeste e para Houston, nos EUA, entre outras localidades.

As más condições de transporte no Brasil, com rodovias mal conservadas, e a alta tributação, fazem com que o custo da logística fique entre 10% a 15% da peça no país; para os EUA, é de 12%, segundo o presidente da empresa, Marcelo Soares.

“As rodovias são cheias de curvas, algumas são de terra. E há tributação de todo o tipo no caminho”, disse Soares.

Essas dificuldades ficam mais evidentes considerando que cada pá pode medir até 63 metros -o equivalente a um prédio de cerca de 20 andares.

O alto custo de logística é um dos elementos que dificultam a expansão da energia eólica local.

Segundo Soares, o Brasil “tem os melhores ventos do mundo”, pois são constantes e fortes, sem rajadas. Mesmo com essas condições, é apenas o décimo colocado em produção de energia eólica. A liderança é da China, seguida dos EUA.