sexta-feira, 17 de junho de 2016

Polícia do Rio conclui inquérito e pede punição a sete por estupro coletivo

A Polícia Civil do Rio concluiu o inquérito que investigou o estupro de uma adolescente, nos dias 21 e 22 de maio passado, numa favela da zona oeste da cidade. A delegada Cristiana Bento pedirá à Justiça a prisão de seis homens e a apreensão de um adolescente.

Inicialmente, a polícia investigou a participação de 33 pessoas no estupro coletivo. Menos de um mês após o início das investigações, a polícia conclui a investigação comprovando a participação de sete pessoas.

Um novo inquérito será aberto para verificar se houve a participação de mais homens na violência contra a adolescente. “Como a adolescente diz que houve mais pessoas, a gente não descarta a informação”, disse a delegada Cristiana Bento, da Delegacia de Criança e Adolescente Vítima.

As investigações e a perícia apontaram que Rai de Souza, Raphael Belo, Moisés Camilo de Lucena e um adolescente conhecido como Perninha estavam na casa e violentaram a adolescente. Souza, Belo e Lucena serão indiciados por estupro, além de produção e transmissão das imagens.

As vozes que aparecem nos dois vídeos são desses quatro homens. “A vítima diz que quando acordou havia dois homens segurando ela e outros dois mantendo relação com ela”, diz a delegada. A perícia, porém, não consegue definir a ordem de produção dos vídeos.

A polícia também pedirá a prisão do traficante Sergio Luiz da Silva Junior, o Da Russa, chefe do tráfico do morro da Barão. A casa conhecida como “abatedouro” fica diante do QG do tráfico na comunidade.

“A vítima, em depoimento, diz que encontrou com Da Russa na porta da casa quando deixava o local. É impossível que algo ali acontecesse sem que ele soubesse. Ele tem o domínio final do fato”, disse a delegada.

A polícia ainda pediu a prisão, pela transmissão das imagens, de Michel Brasil e Marcelo Miranda. “Espero que este caso tenha uma punição exemplar. Esse caso serve como alerta para aquela comunidade. Eles não têm consciência de que houve um estupro ali”, contou Cristiana Bento.