segunda-feira, 20 de junho de 2016

Tite na CBF: política de lado, emoção com mãe e capitão sem garantias


Em sua primeira entrevista como técnico da seleção brasileira, Tite teve de lidar com a emoção e com questionamentos sobre sua posição em relação aos dirigentes da CBF. Há alguns meses, ele chegou a assinar uma petição pública que pedia a renúncia imediata do presidente Marco Polo del Nero, que nesta segunda-feira subiu ao púlpito para anunciar a sua contratação. Ao falar sobre a mãe, Dona Ivone, não escondeu a emoção.

Disse ter contado a ela nesta segunda que a negociação estava encerrada e que seu filho era o treinador da seleção brasileira, ouviu a bênção, e pediu carinho da mídia e torcedores com a senhora, que receberá uma camisa entregue por Del Nero a Tite antes da entrevista.

– A maneira que tenho de contribuir é mantendo a mesma opinião, mas mantendo a minha autonomia para buscar o melhor para a seleção – disse Tite.

O sucessor de Dunga na seleção também respondeu sobre Neymar, que vem se envolvendo em turbulências fora dos gramados, como os termos pouco educados com os quais se dirigiu aos críticos em redes sociais. Indagado se ele continuaria como capitão, Tite disse que Neymar quer o melhor para a seleção, mas deu a entender que um rodízio na braçadeira é uma ideia que o agrada. Afinal, no seu conceito, há várias formas de liderança e todos têm peso na performance da equipe.