quinta-feira, 21 de julho de 2016

Maia prega consenso mínimo e avalia: “Eleição de 2016 vai ser o caos”


Responsável pela volta do DEM ao comando da Câmara — a última vez tinha sido há quase 20 anos, quando a legenda ainda chamava-se PFL — Rodrigo Maia (RJ) acredita que o retorno do partido ao principal posto da Casa é a prova de que é possível “ter uma ideologia e manter-se fiel a ela”. Ao derrotar o grupo aglutinado em torno do ex-presidente Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Maia afirma que uma nova agenda será implantada na Casa, voltada mais para os temas econômicos do que para os debates conservadores.

Para o novo presidente da Casa, os trabalhos devem se concentrar em três eixos: as pautas econômicas; uma reforma política negociada com os partidos; e uma nova metodologia de fiscalização e controle para coibir a profusão de escândalos de corrupção que preenchem os noticiários nos últimos meses. Uma das maiores preocupações está nas regras de campanha. “A vedação ao financiamento privado tira o caixa 2 de pessoa jurídica do roll de crime eleitoral, passa a ser corrupção passiva e ninguém vai brincar com isso. Do meu ponto de vista, não tem encaminhamento para isso, acho que essa eleição de 2016 vai ser o caos.”

Maia aposta que, ao reunificar a base de apoio no Congresso, o presidente em exercício, Michel Temer, terá condições de aprovar as matérias importantes, como a emenda constitucional que impõe um limite de gastos da União. Ele não acredita que, durante a sua gestão, que vai até fevereiro, possa ser aprovada a reforma da Previdência. Mas quer concluir, na Casa, a votação do teto de gastos e deixar para o Senado concluir a matéria no primeiro semestre do ano que vem.