quinta-feira, 21 de julho de 2016

Quatro métodos usados por políticos para fugir de perguntas difíceis


O poder de esquiva de políticos é conhecido por todos. As técnicas usadas por eles não são meros “improvisos”, e já foram alvos de muitas pesquisas comportamentais.

Conheça agora as quatro técnicas mais usadas para escapar de perguntas complicadas, que foram selecionadas por Chris Bucholz, do portal Cracked:

1 – Enrole sem exageros

Enrolar em uma resposta é uma tarefa difícil, pois é bastante perceptível. Existem algumas técnicas para poder ganhar tempo com classe, como por exemplo, pedindo que a pergunta seja repetida ou melhor explicada. Questionar o motivo da pergunta também é válido, pois quando se naturaliza o discurso, o questionamento pode virar uma conversa, facilitando as respostas.

2 – Use respostas fora de contexto

Caso não tenha sido possível enrolar a pessoa acima e ela continue procurando por respostas, é possível usar técnicas embasadas por um estudo da Universidade de Harvard. A pesquisa diz que dar uma resposta que seria mais apropriada para outra pergunta pode ajudar a se esquivar sem que as pessoas percebam. É uma forma de enrolar: responder algo aleatório, mas relacionado.

3 – Seja convincente nas respostas

É possível responder as perguntas com sinceridade e convicção, mas é preciso que fatos que embasem sua resposta também sejam citados de forma clara e coerente. Mesmo que a resposta não seja uma verdade absoluta, é preciso que seja convincente. Usar dados, mesmo que não estejam tão relacionados, ajudam o argumento a criar um ar de verdade. Fazer uma brincadeira também pode passar certa credibilidade, pois transmite segurança sobre o assunto. O importante é não usar frases clichês ou que soem falsas.

4 – Fique sempre na defensiva

Quando a pergunta é mais incisiva e agressiva, permanecer calmo e priorizar um debate amigável é a melhor opção. Fazer inquiridor notar que se excedeu pode favorecer o alvo das perguntas. Dizer algo como “Você está tentando me pegar com essa pergunta, hein!”, em um tom mais leve, pode deixar a pessoa um pouco sem jeito.

Jornal Ciência, via Cracked