sexta-feira, 5 de agosto de 2016

‘Pokémon Go’ leva jogadores à caça em cemitérios e igrejas


A caça por pokémons tem feito os paulistanos chegarem a lugares inusitados: igrejas tornaram-se ginásios para batalhas e cemitérios viraram concentração de pokestops. Os administradores de alguns desses locais, no entanto, estão um pouco reticentes e pedem que os jogadores sejam educados e respeitosos.

A Igreja do Carmo, no centro de São Paulo, e a Igreja Pentecostal Deus é Amor, no Cambuci, são ginásios do aplicativo ‘Pokémon Go’, espécie de centros de treinamento dos mestres onde ocorrem batalhas entre as criaturas.

A equipe da sacristia da Igreja do Carmo garante que deve ficar mais atenta à movimentação dentro e ao redor a igreja nos próximos dias. “Não costumamos tirar ninguém da igreja. Se a pessoa estiver apenas mexendo no celular, tudo bem. Mas se chamar muito a atenção, temos que intervir para que não atrapalhe as missas ou orações”, diz Isabel Antunes, 59, auxiliar da sacristia.

Já as administrações dos cemitérios do Araçá e da Vila Mariana, por onde estão espalhadas diversas pokestops (paradas onde é possível encontrar novos pokémons para capturar ou comprar itens de jogo), preocupam-se com a realização de imagens e com a visita de grupos a noite.

“É proibido fazer fotos ou vídeos no cemitério, é necessário uma autorização do serviço funerário. Além disso, durante a noite a Guarda Civil Metropolitana faz a segurança do local”, explica Carlos David, 62 auxiliar de administração do Cemitério do Araçá.