segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Sistema vai tornar mais fácil prever risco de safras do semiárido


Conhecer mais para perder menos. Esse é o desafio do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) no acompanhamento da seca no semiárido brasileiro, uma área que abrange 11 estados na qual vivem 22 milhões de pessoas. O esforço é para ampliar o conhecimento científico e minimizar os impactos da seca, classificada como o terceiro desastre natural em ocorrência no Brasil, ficando atrás das inundações e dos deslizamentos.

Para isso, o Cemaden, que é ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, deve concluir nos próximos meses o Sistema de Previsão de Riscos de Colapso de Safras no Semiárido Brasileiro, um conjunto de ações que envolvem modernas plataformas de coleta de dados agrometeorológicos. “O Nordeste tem a singularidade das plantações dos pequenos produtores. Ele pode até vender parte da produção nas feiras dos pequenos centros urbanos, mas as plantações são, principalmente, voltadas para as famílias”, explica a diretora substituta do Cemaden, Regina Alvalá.