segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Temer aproveitará 7 de setembro para mostrar relação com as Forças Armadas


O governo do presidente Michel Temer aproveitará o Sete de Setembro para marcar um novo período nas relações do Palácio do Planalto com as Forças Armadas. A ideia é mostrar que acabou a temporada em que os investimentos na área militar ficavam em segundo plano na hora de distribuir os recursos orçamentários. No ano que vem — primeiro ano do orçamento feito pelo governo Temer —, os valores destinados globalmente a todas as despesas do setor subirão de R$ 82 bilhões para R$ 93 bilhões, conforme inscrito no projeto de lei orçamentária para 2017 enviado na semana passada ao Congresso. “A Defesa teve seu orçamento muito comprimido de 2013 para cá. O que faremos é dar alguma descompressão que permita a continuidade dos projetos”, comenta o ministro da Defesa, Raul Jungmann, ao Correio Braziliense.

O ministro conta que, no biênio 2008/2009, os militares foram autorizados a começar vários projetos de peso, dentro do chamado PAC Defesa. Ali entraram os caças, o submarino nuclear e os convencionais, entre outros. “Foram muitos projetos de ciclo longo e custo alto. Na crise fiscal, eles foram praticamente paralisados”, comentou. “Esses projetos já começaram e não podem parar. O que estamos fazendo agora é recompor o mínimo para que possam ser mantidos”, afirma Jungmann com uma crítica direta ao governo Dilma.