terça-feira, 11 de outubro de 2016

Dison Lisboa defende vaquejada e considera proibição perda de identidade cultural


O deputado estadual Dison Lisboa (PSD), que já havia se manifestado contrário ao fim das vaquejadas e proibição da atividade nos estados brasileiros, recebeu, na manhã de hoje (11), junto com outros parlamentares, na Assembleia Legislativa os representantes e defensores das vaquejadas no RN. Dison julga equivocada a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que impediu a regularização da prática, considerando um prejuízo a tradição cultural nordestina e ao desenvolvimento econômico do país.

“Confirmamos o apoio em defesa desta tradição cultural secular. Nosso mandato reconhece a importância das vaquejadas, unindo-se aos vaqueiros, trabalhadores e diversas famílias que sobrevivem desta atividade. Vamos lutar em Brasília para que a decisão seja revista e este esporte regulamentado e mantido em todo território nacional”, destaca Dison.

Para o deputado as vaquejadas estão enraizadas na cultura nordestina, e devem ser tratadas como uma das mais importantes expressões sociais. “As vaquejadas devem ser mantidas, regularizadas e humanizadas. Sua extinção provocará inúmeros danos culturais, sociais e econômicos. Em todo o país, as vaquejadas movimentam mais de R$ 1 bilhão e gera 600 mil empregos. No Rio Grande do Norte, a proibição acarreta desemprego de diversas famílias, já que cerca de 50 mil empregos diretos e indiretos podem acabar este impedimento. Defendo as vaquejadas, acredito que devem ser modernizadas e regularizadas, não extintas”, observou Dison.

O deputado também ressalta que as vaquejadas não devem aceitar maus tratos e abusos contra os animais. “Não defendemos a tortura de animas. As vaquejadas devem ser regidas por normas e diretrizes que considerem a integridade e bom tratamento dos bois e cavalos utilizados na atividade. É importante que se discuta novas diretrizes, de forma que venha regularizar as vaquejadas, e não extingui-las”, afirmou Dison.