sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Morre a cantora Waleska, a ‘rainha da fossa’


A cantora e compositora Waleska, conhcecida como a “rainha da fossa”, morreu nesta sexta-feira, aos 75 anos. Ela sofria de câncer no pâncreas havia três anos e estava internada na Clínica São Carlos, no Humaitá, Zona Sul do Rio, desde a semana passada. Seu apelido lhe foi dado por Vinicius de Moraes, já que ela “sempre tinha a canção certa para a dor exata”, como o próprio poetinha costumava dizer.

Com mais de 20 álbuns, Waleska gravou canções de grandes nomes como Tom Jobim, Ary Barroso, Cartola, e é considerada uma das mais fiéis intérpretes românticas da MPB. Mesmo debilitada pela doença, subiu ao palco pela última vez em março, no Little Club, no Beco das Garrafas, em Copacabana.

Nascida Maria da Paz Gomes, no Espírito Santo, adotou o nome artístico de Maria Waleska ainda na década de 1960. Começou na carreira se apresentando na rádio Inconfidência e na TV Itacolomy, em Belo Horizonte, ao lado de Clara Nunes e de Milton Nascimento.

Quando mudou-se para o Rio, tornou-se cantora na boate Arpége, de Waldir Calmon, cantou no famoso Beco das Garrafas no auge da casa, e gravou seus primeiros dois compactos, em 1961 e 1964.

Em 1966, fundou o Pub Bar (Pontifícia Universidade dos Boêmios), no Leme. Habitué do circuito das boates cariocas, fundou, na década de 1970, a boate Fossa, em Copacabana. A casa ficou conhecida pelos seus frequentadores ilustres, como o ex-presidente Juscelino Kubitschek e o jornalista Carlos Lacerda.

Nos anos 1980 e 1990, fez turnês pela Itália, Portugal e pelos Estados Unidos.

Waleska deixa dois filhos.