terça-feira, 29 de novembro de 2016

Cubanos e Fidel: a indiferença com um personagem já esquecido

Os habitantes e turistas de Havana escutaram uma salva de canhão às 9h da manhã desta segunda-feira. “Estão caindo bombas!”, brincou uma grávida com vestido de oncinha. “Proibiram a música e agora temos de ouvir essas coisas”, disse a funcionária de um restaurante. A salva de canhão foi a primeira ação para lembrar o ditador Fidel Castro desde sua morte, na noite da sexta-feira.

Durante dois dias, os cubanos não expressaram qualquer sentimento pela morte do comandante da Revolução Cubana. Foi um final de semana como outro qualquer. Nas conversas, eles sequer se indagavam sobre qual seria a causa da morte do ditador.

Pelas ruas de Havana, há cerca de meia dúzia de cartazes pequenos com a foto de Fidel com um fundo preto, mas eles estão restritos aos prédios públicos, como o Museu da Revolução. Ninguém usa camisetas com o rosto de Fidel, lenços vermelhos ou qualquer outra coisa que lembre o morto ou sua ideologia.

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