domingo, 27 de novembro de 2016

Ditador e ditador


“Ditador” era o título dado em Roma a alguém diferenciado para dirigir a República em momentos de grande crise interna ou ameaça externa.

Era preenchido apenas em condições excepcionais, com aval do Senado – composto pela elite romana, o “patriciado”.

O ungido tinha mandato de seis meses (renovável), mas não autonomia ilimitada para impor sua vontade autocrática acima de Roma.

Após algumas experiências delicadas e desempenhos preocupantes, acabou extinto no primeiro século da era cristã.

Com o passar dos séculos, ditador virou sinônimo de sangue e intolerância, poder absolutista.

Seu conceito mudou, mudou seu papel. Tudo muito longe da semântica e da etimologia que o formaram no passado.

Mas há quem veja algumas ditaduras com romantismo e acredita em ditadores bonzinhos, mesmo torturando, matando e suprimindo o elementar direito à liberdade alheia.

Pai, perdoa-os!