Raniere procura reassumir a presidência da CMN, mas vereadores passam a defender a sua renúncia - Blog do Joabson Silva | Opinião e notícia

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25/07/2017

Raniere procura reassumir a presidência da CMN, mas vereadores passam a defender a sua renúncia


Enquanto o vereador Raniere Barbosa diligencia para, através de uma liminar impetrada por seu advogado, Kennedy Diógenes, retornar a presidência da Câmara Municipal do Natal até o início da próxima semana, quando recomeçam os trabalhos legislativos, cresce no âmbito do Palácio Frei Miguelinho a convicção entre vereadores de que Barbosa deveria ter a hombridade de renunciar à presidência da Casa, para que possa se defender sem expor o Poder Legislativo às luzes do Ministério Público.

Até o final da semana em curso, o Partido dos Trabalhadores (PT) deverá se pronunciar, através de nota pública, sobre o fato de presidente afastado da Câmara Municipal de Natal está sendo investigado como um dos integrantes de uma organização criminosa que subtraiu cerca de R$ 22 milhões dos cofres públicos, através de pagamento de propinas, efetuadas por intermédio da Secretária Municipal de Serviços Urbanos, órgão do qual foi mandatário e que, mesmo depois de deixar o cargo de Secretário, continuava operando as decisões da pasta, segundo revela a investigação feita pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte.

Os vereadores temem que a permanência de Raniere Barbosa como presidente da Câmara possa atrair para a Casa as atenções do MP/RN, inclusive sobre o processo eleitoral interno que culminou com a sua eleição para a presidência e a posterior escolha antecipada do vereador Paulinho Freire com o futuro presidente, a partir de 2019.

Ao defenderem a renúncia de Barbosa, os vereadores observam que este terá todas as condições de se defender das acusações que pesam contra si, sem, no entanto, envolver o parlamento municipal, nem se beneficiar com a utilização da estrutura da casa e do poder inerente ao cargo presidencial.

A partir de São Paulo, onde se encontra submetendo-se a exames de saúde, o vereador Ney Lopes Júnior, vice-presidente da Casa e sucessor natural de Barbosa, se declarou desconfortável para opinar sobre a questão envolvendo a renúncia sobre o colega, mas destacou que se ele, Ney, estivesse no lugar de Raniere pediria, por conta própria, o afastamento da Presidência, pelo menos por um período de três meses.

“Seria um gesto de hombridade de qualquer vereador que estivesse no lugar de Raniere, se afastar da presidência da Câmara por livre iniciativa”, explicou.

Sem pedir “off”, o vereador Sandro Pimentel destacou por sua vez que após os próximos dez dias, quando acredita que o processo investigatório será concluído pelo Ministério público, o seu partido, o PSOL, se posicionará oficialmente sobre o afastamento definitivo ou não de Raniere Barbosa da Presidência da Câmara.