Secretaria de Saúde interdita fábrica que vende óleo com rótulo de azeite - Blog do Joabson Silva | Opinião e notícia

NOVAS

26/07/2017

Secretaria de Saúde interdita fábrica que vende óleo com rótulo de azeite


A Secretaria Estadual de Saúde (SES) interditou, na manhã desta terça-feira (25), ao menos cinco empresas por venda de óleo de soja ou óleo misto como se fossem azeite de oliva virgem ou extra virgem. A Vigilância Sanitária é a responsável por retirar dos supermercados da capital os produtos irregulares.

De acordo com a SES, amostras dos produtos foram analisadas pelo Instituto Adolfo Lutz, que comprovou que os azeites eram óleo de soja.

As fábricas Olivenza indústria de alimentos, de Mongaguá, Natural Óleos Vegetais e Alimentos, de Cajamar, e Olima, de Itaquaquecetuba, foram interditadas, mas segundo a SES, se adequaram às normas de fabricação de alimentos e podem voltar a produzir. No entanto, os lotes dos produtos fabricados por elas antes da adequação continuam recolhidos. As três empresas se comprometeram a usar “óleo composto” nos rótulos e não mais “azeite”.

Também foram interditadas fábricas em Santana do Parnaíba e Guarulhos.

Outros nove estabelecimentos produtores de azeite no estado de São Paulo ainda serão vistoriados pela vigilância.

Varejo

Procurado, O Walmart Brasil afirmou que só vende óleo misto da Olivenza, “claramente especificado na embalagem do produto, em todas as bandeiras da rede (Walmart, Big, Bompreço, Hiper Bompreço, TodoDia, Nacional e Mercadorama)”.

O Grupo Pão de Açúcar informa que a rede Assaí já retirou os azeites da Olivenza de suas lojas e que as redes Extra e Pão de Açúcar não comercializam azeites da marca.

O Carrefour respondeu que a rede informa que não comercializa produtos dos fabricantes citados, “mas reitera seu compromisso em atender as orientações dos órgãos responsáveis”.

O Makro afirma que o produto foi retirado das lojas e a venda está suspensa até que a correção de classificação nos rótulos seja providenciada por seu fabricante. “O Makro esclarece ainda que não mantém relação comercial de exclusividade com o fabricante e, portanto, continua oferecendo opções diversificadas para seus clientes.”

Fabricantes

Procurada, a Olivenza afirmou que, após a fiscalização, já realizou os “esclarecimentos pertinentes sobre toda a sua linha de produtos” e que “é a primeira empresa no mercado brasileiro a estar fabricando seus produtos em conformidade com a legislação”.

O advogado da Paladar Alimentos, Marcos Ragazzi, disse que a empresa nega ter distribuído óleo de soja como sendo azeite, ou ter usado azeite lampante.

Disse que a empresa foi interditada por “falhas mínimas”. “Mistura de óleo com azeite, [houve] sim. Isso é permitido pela legislação”, afirmou ele.

“Nunca houve fraude. Eventuais falhas na adoção de boas práticas, além de sanáveis, não influenciam na qualidade do produto final”, afirmou o advogado.

A Natural Alimentos afirmou que “desde fevereiro não comercializa o azeite de oliva extra virgem, virgem e tipo único Lisboa”. Em nota, a empresa informa que a decisão foi tomada “por distorções de qualidade nos produtos importados, e desde então, a empresa só fabrica óleo misto”.

A empresa diz já ter passado por adequações nas documentações e ter recebido orientações do órgão regulador no fim de maio.