Em São Paulo, teatro fica lotado para palestra de Rogério Marinho - Blog do Joabson Silva | Opinião e notícia

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31/08/2017

Em São Paulo, teatro fica lotado para palestra de Rogério Marinho


Relator da modernização das leis trabalhistas, o deputado federal Rogério Marinho (PSDB) realizou palestra em São Paulo nesta quarta-feira (30), no Teatro do Sesi-SP, localizado no Centro Cultural Fiesp. Durante o seminário, o parlamentar disse que o projeto teve como principal objetivo ajudar os milhões de brasileiros que estão desempregados a voltar ao mercado de trabalho. O evento foi promovido pela Fiesp e Ciesp.

“Esta é uma lei feita a favor do país, mas principalmente mesmo a favor daqueles que estão à margem, sem emprego, precarizados”, disse o parlamentar durante sua palestra. Rogério Marinho começou sua apresentação relatando a reforma trabalhista alemã iniciada em 2005, que permitiu um crescimento exponencial do emprego. O contraponto foi a França, que não se modernizou e amargou desemprego.

Também destacou o exemplo da Espanha, que em 2017 crescerá 3%, na terceira expansão consecutiva, e cria cerca de 500.000 empregos por ano. Segundo Marinho, o sucesso econômico se deve às reformas estruturais aprovadas pelo governo em 2012, incluindo a trabalhista.

Rogério apresentou estimativa do Banco Itaú de que a reforma trabalhista sozinha pode levar o Brasil da 117ª para a 86ª posição no ranking de eficiência do mercado de trabalho e a um acréscimo de 0,8% do PIB por ano nos próximos 4 anos.

O deputado exibiu dados sobre as injustiças do mercado de trabalho antes da modernização trabalhista. Na situação atual, há uma exclusão dos trabalhadores mais pobres. A CLT, afirmou, protege os trabalhadores ricos.

Há uma gama extraordinária de trabalhadores desprotegidos, disse, exemplificando com os que atuam em bares e restaurantes.

A reforma, afirmou, prestigia as negociações em relação à legislação, para afastar a insegurança jurídica gerada pela anulação, no Judiciário de cláusulas ou convenções coletivas inteiras. “Nossa preocupação foi que a vontade das partes prevalecesse.”

Também se combate o chamado ativismo judicial. A jurisprudência, explicou, não pode “criar direitos”, invadindo a esfera do Judiciário. “Agora só se faz súmula ouvindo a sociedade e com a maioria de 2/3 do tribunal.”