Potiguares são os que passam menor tempo na informalidade, diz pesquisa - Blog do Joabson Silva | Opinião e notícia

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25/08/2017

Potiguares são os que passam menor tempo na informalidade, diz pesquisa


Os empreendedores do Rio Grande do Norte são os que, aparentemente, mais compreendem que ficar muito tempo com o negócio sem registro não tem benefícios. Pelo menos é o que indica uma pesquisa do Sebrae sobre o Perfil dos Microempreendedores Individuais no Brasil, abordando o tempo de atuação na informalidade antes de registrar o negócio. De acordo com o estudo, os MEIs potiguares são os que têm o menor tempo médio de atuação sem o Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ) entre os estados brasileiros. Enquanto a média nacional é de 11 anos, no estado, esse tempo reduz para oito anos.

Enquanto o Rio Grande do Norte foi o estado onde os empreendedores passaram o menor tempo atuando informalmente, São Paulo foi onde os MEIs tiveram a maior duração na informalidade: 13 anos. Na maioria dos estados (15 deles), esse tempo é de 10 anos, que também é a mesma média da regiões Nordeste e Sul.

“Não dá para se afirmar que oito anos ou 11 anos é algo bom ou ruim. O que se pode dizer é que não vale mais a pena se manter na informalidade”, opina a gerente da Unidade de Orientação Empresarial do Sebrae no Rio Grande do Norte, Gilvanise Borba Maia. Na avaliação da gerente, não há motivos hoje para se iniciar uma atividade empresarial sem estar formalizado.

“As vantagens da formalização são tão grandes que não vale a pena se manter informal. O máximo que se paga hoje de tributos é R$ 52,85”. Segundo ela, está formalizado ajuda no processo de compras e também de vendas porque pode-se emitir nota fiscal, além de ter acesso ao crédito de forma facilitada.

A pesquisa do Sebrae consultou 10.328 pessoas formalizadas nessa figura jurídica em todos os estados do país, sendo 384 no Rio Grande do Norte, entre os dias 17 de fevereiro e 11 de abril deste ano. A margem de erro é de 1% para mais ou para menos.

A pesquisa também analisou a dificuldade mais frequente dos microempreendedores na atividade. 31% dos entrevistados apontaram que conquistar clientes é a maior dificuldade. A obtenção de crédito ou dinheiro emprestado é um empecilho para 7% dos empreendedores, enquanto 26% não encontram nenhuma dificuldade. Já para 6% o principal problema é competir com os concorrentes.

De acordo com levantamento do Sebrae, apesar de todas as dificuldades e da própria situação econômica do país, um em cada dois microempreendedores individuais ainda se mostra otimista quanto às perspectivas de faturamento. No Rio Grande do Norte, 50% deles acreditam que vão faturar mais que R$ 60 mil com a empresa nos próximos anos. Nacionalmente, essa média é de 46%.

O MEI é uma categoria empresarial, criada pela Lei Complementar n° 128 de 2008 e que criou condições especiais para que o profissional que trabalha por conta própria fosse formalizado. Para se enquadrar é necessário faturar no máximo até R$ 60 mil por ano e não ter participação em outra empresa.

Ele pode ter até um empregado que receba o salário mínimo ou o piso da categoria. Depois de se formalizar, o MEI fica obrigado a paga valores fixos mensais de impostos, que variam entre R$47 e R$ 53, que vão garantir os direitos da previdência social.

Entre as vantagens de estar formalizado como MEI, está o registro no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ), o que facilita a abertura de conta bancária, pedido de empréstimo e emissão de nota fiscal. O empreendedor também passa a contar com os benefícios da cobertura previdenciária, como direto ao auxílio maternidade, auxílio doença, aposentadoria, entre outros.