PIB avança no segundo semestre e sugere começo de recuperação da economia - Blog do Joabson Silva | Opinião e notícia

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05/09/2017

PIB avança no segundo semestre e sugere começo de recuperação da economia


Na última sexta-feira (1º), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou levantamento que apontou que o Produto Interno Bruto (PIB) alcançou, no segundo trimestre deste ano, R$ 1.6 trilhão. Em consequência, a economia brasileira cresceu 0,2% em comparação aos primeiros três meses de 2017. Diante da crise econômica que assolou o país nos últimos anos, as estatísticas podem ser interpretadas como um início de recuperação da economia brasileira.

No primeiro trimestre, a economia brasileira avançou em 1,0%, acabando com uma série negativa de dois anos sobre o PIB (soma de todos os bens e serviços produzidos no Brasil). Se a comparação abranger o ano de 2016, o resultado obtido é um crescimento de 0,3% no índice. Foi em 2014 que o PIB apresentou sua última porcentagem positiva, quando avançou em 3,5%.

Em consequência, a confiança do consumidor – outro indicador que mede a economia brasileira – também cresceu. O consumo familiar cresceu 1,4% no segundo semestre, após uma sequência de oito trimestres de retração e um de variação nula. De acordo com o IBGE, as famílias utilizaram o dinheiro que pode ser sacado do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para, em sua maioria, pagar dívidas, mas as compras e o consumo não foram ignorados por essas pessoas. Além disso, o consumo também acabou beneficiado pelo crescimento de 2,3% da massa salarial e outros fatores, como crescimento do crédito e a baixa da inflação.

O governo, porém, foi no caminho inverso, gastando menos que as famílias brasileiras. Conforme o IBGE, na maior queda desde o terceiro trimestre de 2016, os gastos públicos recuaram 0,9%, influenciando negativamente o PIB. Foi a quarta retração trimestral seguida.

Serviços e comércio

Correspondendo a 70% do PIB, o setor dos serviços foi um dos destaques positivos neste no segundo semestre de 2017, crescendo 0,6%. As atividades imobiliários representaram um crescimento de 0,8%; e a atividade de transporte, armazenagem e correio, 0,6%. O consumo das famílias também proporcionou um aumento de 1,9% no comércio.

Em contrapartida, a o setor industrial recuou em relação ao primeiro trimestre do ano, com 0,5% negativos. A construção civil obteve o pior desempenho do segmento, com -2%. Em sequência, vem a atividade de eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana (-1,3%).