RN deverá ter crescimento de 0,5% no PIB neste ano, projeta estudo - Blog do Joabson Silva | Opinião e notícia

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14/09/2017

RN deverá ter crescimento de 0,5% no PIB neste ano, projeta estudo


Acompanhando a tendência nacional, o Rio Grande do Norte deverá fechar o ano de 2017 com um crescimento econômico real de 0,5%. A projeção é do levantamento “Mapa da Recuperação Econômica”, elaborado pelos economistas Everton Gomes e Rodolfo Margato, do banco Santander.

De acordo com o estudo, a variação positiva no Produto Interno Bruto (PIB) do estado será proporcionado sobretudo pela alta de 4,4% no setor agropecuário. Outros setores como indústria e serviços também deverão crescer, mas em ritmo menos acelerado. Enquanto o crescimento real na indústria deverá ser de 0,6%, o setor de serviços deve apresentar ligeira alta de 0,3%.

A modesta expansão da indústria e do setor de serviços, inclusive, deverá ser o principal fator que impedirá um maior crescimento do PIB potiguar neste ano. Isso porque o setor agropecuário, que detém a maior projeção de alta, corresponde à formação de apenas 3,4% do Produto Interno Bruto. A indústria tem um peso de 23,9% e o setor de serviços, de 72,7%.

O estudo dos economistas do Santander projeta também um crescimento de 0,5% para o PIB do país. A nível nacional, a alta será ocasionada pela safra recorde de grãos, com destaques para as produções de milho e soja. Além disso, a queda na inflação, na taxa de juros e no risco-país, a alta nos indicadores de confiança e a estabilização do mercado são apontadas como causas para o crescimento.

A tendência não será de alta em apenas seis estados e no Distrito Federal. Deverão ter retração no PIB os estados do Acre (-0,3%), Alagoas (-1%), Bahia (-0,3%), Pará (-0,2%), Pernambuco (-0,6%) e Rio de Janeiro (-1,4%). No DF, a diminuição deverá ser de -0,2%.

Entre os estados que terão crescimento, caso do RN, o destaque é o Mato Grosso, com previsão de alta de 5,1%. Completam o ranking das cinco maiores altas os estados do Maranhão (3,1%), Mato Grosso do Sul (2,4%), Goiás (2,2%) e Santa Catarina (2%).