Câmara dos Deputados rejeita imagem de Henrique Alves em mural de honra de ex-presidentes - Blog do Joabson Silva | Opinião e notícia

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04/10/2017

Câmara dos Deputados rejeita imagem de Henrique Alves em mural de honra de ex-presidentes


Presidente da Câmara dos Deputados entre 2013 e 2015, Henrique Eduardo Alves (PMDB) não compartilha de uma prerrogativa meritória de seus antecessores: ter uma imagem sua pregada à parede no quadro de honra de ex-presidentes da Casa. Imagem atualizada do mural mostra que, além de Henrique, o ex-presidente Eduardo Cunha (PMDB) também não aparece na galeria. O motivo pelo qual os peemedebistas não figuram no espaço de honra dos ex-chefes da Câmara é que estão presos por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. O último presidente que aparece na sequência é Marcos Maia (PT). 

Henrique foi preso em junho deste ano como consequência da Operação Manus, desdobramento da Operação Lava Jato, que investiga corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro na construção da Arena das Dunas; e da Operação Sépsis, que apura esquema de pagamento de propina para liberação de recursos do Fundo de Investimentos do FGTS (FI-FGTS), administrado pela Caixa Econômica Federal. 

Da Operação Manu, a Procuradoria da República apontou desvios de recursos públicos, lavagem de dinheiro e corrupção ativa e passiva a partir de contratos operacionalizados com as construtoras OAS, Odebrecht e Carioca Engenharia. Tanto Henrique Alves quanto Eduardo Cunha são acusados de receber pelo menos R$ 11,5 milhões em propinas para favorecer empreiteiras na obra do estádio Arena das Dunas. 

Já no tocante à Operação Sépsis, a Lava Jato mostrou que políticos do PMDB, liderados por Eduardo Cunha e executivos e conselheiros da Caixa Econômica Federal, que administra o fundo, cobravam propina de empresários interessados em dinheiro do FGTS. Além de Geddel Vieira (PMDB-BA), que foi vice-presidente de pessoa jurídica na Caixa entre 2011 e 2013, as operações Sepsis e Cui Bono apontam a participação do ex-ministros Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) e do operador financeiro Lúcio Funaro, também presos, no esquema.