Desdobramento de operação que prendeu Henrique detém mais três suspeitos - Blog do Joabson Silva | Opinião e notícia

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26/10/2017

Desdobramento de operação que prendeu Henrique detém mais três suspeitos


Na manhã desta quinta-feira 26, a Operação Lavat, desdobramento da Operação Manus, que levou à prisão o ex-ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves (PMDB), foi deflagrada no Rio Grande do Norte e no Distrito Federal, cumprindo 27 mandados de busca e apreensão, três de prisão temporária e dois de condução coercitiva. As medidas foram determinadas pela 14ª Vara da Justiça Federal no Rio Grande do Norte e têm como alvo assessores e familiares do ex-presidente da Câmara dos Deputados, que se encontra preso desde o dia 6 de junho. 

Durante a ação, que tem como objetivo investigar a lavagem de dinheiro no estado, a Polícia Federal cumpriu ordem de prisão temporária contra três pessoas. Uma delas, seria o chefe da assessoria do Ministério do Turismo, Norton Masera, que foi detido em Brasília. Até o momento, além de Norton, outras duas pessoas teriam sido detidas: Aluísio Henrique Dutra de Almeida, assessor de Henrique Alves, e José Geraldo Moura Fonseca Júnior. Foram levados à delegacia, por meio de condução coercitiva, para prestar depoimento Domiciano Fernandes da Silva e Fernando Leitão de Moraes Júnior. 

Os elementos obtidos com o monitoramento telefônico, conjugados com os dados reunidos em diligências de busca e apreensão na Operação Manus, conduziram à constatação da efetiva existência de indícios da prática dos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa, por parte desses auxiliares. Além disso, há sinais do cometimento dos delitos de falsidade ideológica de documento particular e de fraude à licitação. 

Os mandados são cumpridos em Natal, Parnamirim (RN), Nísia Floresta (RN), São José de Mipibu (RN), Angicos (RN) e em Brasília (DF), nos endereços pessoais, funcionais e empresariais dos envolvidos. 

A sede da Inter TV Cabugi, filiada da Rede Globo no estado, é alvo de um dos mandados de busca. O diretor da emissora, Hermann Bento Ledebour, ex-secretário particular de Henrique e Eduardo Cunha, também é um dos focos da operação. 

Em nota, a Inter TV Cabugi se manifestou sobre o caso: 

“A direção da Inter TV Cabugi informou que Herman Ledebour é procurador e representante de Henrique Alves, sócio minoritário. A direção reforça que a empresa sempre atuou de forma isenta em relação às investigações, noticiando o passo a passo dos processos contra Henrique e outros investigados pela Polícia Federal e Ministério Público. E embora não seja alvo do processo está à disposição para qualquer esclarecimento”.