Estado Islâmico ameaça Copa do Mundo usando cartaz com Messi - Blog do Joabson Silva | Opinião e notícia

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25/10/2017

Estado Islâmico ameaça Copa do Mundo usando cartaz com Messi


Um pôster do jogador do Barcelona Lionel Messi está sendo usado em uma campanha de terror de apoiadores do Estado Islâmico (EI) para ameaçar a Copa do Mundo do próximo ano, na Rússia. A imagem, lançada pelo conhecido porta-voz do Estado Islâmico Wafa Media Foundation, é a última peça de propaganda projetada para espalhar o medo. Junto com a frase "Você está lutando contra um estado que não tem a palavra fracasso no seu dicionário", o cartaz mostra Messi, com um dos olhos sangrando, vestindo uma roupa de presidiário com seu nome escrito.

Esta não foi a única imagem lançada pela campanha do Estado Islâmico contra o torneio. Na semana passada, um outro pôster mostrava o símbolo da Copa do Mundo ao lado de um homem com uma máscara, onde estava escrito: "Espere por nós." Em uma outra ameaça, a Wafa divulgou um pôster que mostrava um jihadista observando o estádio Luzhniki, em Moscou, que receberá partidas da Copa, com a frase: “Inimigos de Alá na Rússia, juro que o fogo dos mujahedins queimará vocês. Aguardem.”

O Estado Islâmico vem perdendo território na Síria e no Iraque com as ofensivas lançadas tanto pela coalizão internacional liderada pelos EUA, quanto pelo governo da Síria apoiado por Rússia e Irã. Os bombardeios russos já destruiram mais de 900 campos do EI na Síria e muitas armas pesadas. Nas últimas semanas, o Kremlin vem concentrando os seus esforços no Leste do país, onde as forças aliadas aos EUA combatem tropas de Damasco na disputa pela província petroleira de Deir el-Zour.

RETOMADA DE RAQQA

A emblemática cidade de Raqqa, denominada como califado pelo Estado Islâmico (EI) na Síria e símbolo das atrocidades cometidas pelo grupo jihadista, foi finalmente retomada por completo na semana passada com a ajuda da aliança de combatentes curdos e árabes, apoiada pelos Estados Unidos. A reconquista, anunciada por um porta-voz das Forças Democráticas Sírias (FDS), representa uma grande derrota para os jihadistas.

Em Raqqa, onde milhares de moradores viviam sob a regra repressiva dos jihadistas desde 2014 — que decapitavam pessoas por violações como fumar, ordenavam estupros e sequestros —, a conquista foi celebrada pelos combatentes curdos e árabes. Com a ajuda de ataques aéreos, armas e forças especiais da coalizão, eles tomaram mais de 3,1 mil quilômetros quadrados do grupo nos últimos meses. O último bastião era Raqqa, que vinha sendo lentamente cercada desde junho. E, pela manhã, soldados tomaram o hospital e o estádio municipal no centro da cidade, os dois últimos redutos onde dezenas de jihadistas estrangeiros estavam entrincheirados.

Porém, a vitória teve um custo altíssimo: grande parte da cidade foi devastada pelos ataques aéreos liderados pelos americanos que mataram 3.250 pessoas — sendo 1.130 civis — nos últimos cinco meses, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH). Ao todo, cerca de 270 mil moradores foram deslocados pelos combates e milhares de casas foram destruídas.

Raqqa foi nos últimos dois anos um alvo constante dos ataques aéreos do governo sírio, da Rússia e da coalizão internacional antiextremista liderada pelos Estados Unidos. Em 5 de novembro de 2016, as FDS lançaram uma grande ofensiva chamada "Fúria do Eufrates" para reconquistar a cidade, contando com o apoio aéreo da coalizão internacional, e terrestre de conselheiros militares americanos.