CPFL estuda uso de baterias em usinas eólicas no RN com parceiros - Blog do Joabson Silva | Opinião e notícia

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23/12/2017

CPFL estuda uso de baterias em usinas eólicas no RN com parceiros


A CPFL Energia, maior grupo privado do setor elétrico brasileiro, irá investir cerca de R$ 26 milhões em um projeto de pesquisa para analisar os impactos da inserção e utilização de baterias na geração de energia eólica. Os estudos serão realizados em parceria com a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e o Instituto de Tecnologia Edson Mororó Moura (ITEMM) em usinas eólicas da CPFL renováveis, no Rio Grande do Norte.

A região não foi escolhida ao acaso. Com a redução das chuvas e a queda nos níveis dos reservatórios, a energia eólica tem sido a principal responsável pelo abastecimento do Nordeste, atingindo picos de geração que chegaram a atender 70% da região. Esses fatores permitem que a região apresente condições adequadas para a pesquisa, por replicarem cenários reais e desafios já existentes.

Um deles diz respeito a intermitência, principal aspecto que a pesquisa irá abordar. A variação do regime de ventos ao longo do dia tem influência sobre o volume de energia elétrica gerado pelos empreendimentos eólicos. Os estudos irão avaliar como a utilização de baterias de grande porte podem tornar mais estável o fornecimento de energia proveniente das usinas eólicas, ampliando a estabilidade no lado da oferta.

Além disso, o conhecimento gerado pela pesquisa irá nortear proposição para mudanças regulatórias no uso de sistemas de armazenamento de energia, além de impulsionar o desenvolvimento de novas tecnologias e aperfeiçoar o ciclo de uso e descarte das baterias.

“Impulsionado por mudanças nos hábitos dos consumidores e pelo surgimento de novas tecnologias, o setor elétrico está passando por uma grande mudança. A CPFL Energia busca investir em projetos de P&D que contribuam para que o setor e a sociedade estejam prontos para os novos desafios, como tem sido feito com o Projeto Emotive, o projeto Telhados Solares, e, agora, com o Programa de Armazenagem de Energia”, afirma o diretor de Estratégia e Inovação da CPFL Energia, Rafael Lazaretti.

Serão mobilizados mais de 50 profissionais entre engenheiros, mestres, doutores e especialistas da CPFL Energia, Universidade Federal de Pernambuco, Instituto de Tecnologia Edson Mororó Moura e da empresa de pesquisa PSG. Os parques eólicos que participarão da pesquisa são Ventos de São Dimas, Ventos de São Benedito, São Domingos, Santa Úrsula, Santa Mônica, Ventos de São Martinho, Campo dos Ventos I, Campo dos Ventos III e Campo dos Ventos V, localizados no Rio Grande do Norte.

Da geração eólica ao cliente final

A iniciativa integra o Programa de Armazenamento de Energia, uma série de três projetos de Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) para analisar os impactos da inserção e utilização de baterias em toda a cadeia do sistema elétrico, da geração até o cliente final. Os projetos serão desenvolvidos de 2017 a 2021 e irão envolver 126 profissionais e pesquisadores em três universidades do País.

O programa, que ocorre no contexto da Chamada do Projeto de P&D Estratégico nº 21/2016 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), receberá R$ 66 milhões em investimentos e tem como objetivo investigar os efeitos e impactos da inserção de baterias de pequeno e grande porte no sistema elétrico brasileiro, além de gerar informações e recomendar ajustes para superar barreiras técnicas, regulatórias, legislativas e de tecnologia, base para permitir a aplicação na geração, transmissão, distribuição de energia e consumidor final em larga escala no futuro.

As iniciativas serão integradas a outros projetos de P&D já realizados pela CPFL Energia, consolidando Campinas como um dos principais laboratórios vivo da América Latina no que está relacionado a redes elétricas do futuro. Com essa estratégia, o programa possibilitará ter uma visão em escala real de como deve se comportar o mercado futuro do setor elétrico no País, por meio da análise conjunta do desempenho da armazenagem e uso de bateais junto aos resultados obtidos em pesquisas sobre a utilização de energia fotovoltaica (Projeto Telhados Solares), mobilidade elétrica (Projeto Emotive) e smart grid e medidores inteligentes.