Rio Grande do Norte terá 16 feriados em 2018; cinco deles caem em sexta-feiras - Blog do Joabson Silva | Opinião e notícia

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28/12/2017

Rio Grande do Norte terá 16 feriados em 2018; cinco deles caem em sexta-feiras


Para quem adora uma folga do trabalho – ou, melhor ainda, imprensá-la –, 2018 será um ano recheado de oportunidades para relaxar; serão onze feriados obrigatórios, dentre nacionais, estaduais e municipais, e cinco facultativos. A perspectiva fica ainda melhor pelo fato de que cinco destas 16 datas caem numa sexta-feira, e uma numa segunda-feira. Há ainda, aqueles que caem em terças-feiras ou quintas-feiras, abrindo a possibilidade para uma extensão do descanso – especialmente nas repartições públicas. Confira:

FERIADOS OBRIGATÓRIOS

1º de janeiro: Confraternização Universal (segunda-feira)
30 de março: Paixão de Cristo (sexta-feira)
21 de abril: Tiradentes (sábado)
1º de maio: Dia Mundial do Trabalho (terça-feira)
07 de setembro: Independência do Brasil (sexta-feira)
03 de outubro: Mártires de Cunhaú e Uruaçu (quarta-feira)
12 de outubro: Nossa Senhora Aparecida (sexta-feira)
02 de novembro: Finados (sexta-feira)
15 de novembro: Proclamação da República (quinta-feira)
21 de novembro: Nossa Senhora da Apresentação (quarta-feira)
25 de dezembro: Natal (terça-feira)

PONTOS FACULTATIVOS

13 de fevereiro: Carnaval (terça-feira)
14 de fevereiro: Cinzas, até as 14h (quarta-feira)
31 de maio: Corpus Christi (quinta-feira)
29 de junho: São Pedro (sexta-feira)
28 de outubro: Servidor Público (domingo)

Há, todavia, aqueles que não têm tantos motivos para comemorar a quantidade de feriados. Líderes do setor produtivo criticaram, em entrevista concedida ao Jornal Agora RN, o excesso de folgas. O empresário Afrânio Miranda lembrou que o Brasil é um dos países com mais feriados. Consequentemente, ele crê que isso pode acarretar em um efeito dominó que prejudica as economias potiguar e brasileira, e favorece a internacional.

“Se não há venda, principalmente com o advento da Internet, a tendência é que os produtos cheguem de fora. Com isso, deixa-se de produzir aqui e os custos da empresa nativa aumentam. Se não há produção para poder pagar os custos, a empresa é obrigada a aumentar os preços dos produtos para compensar. O pessoal na China, Japão e EUA, trabalham mais do que a gente, e os produtos deles saem mais baratos, e aí todo mundo compra deles pela Internet. Perdemos para os outros estados do país e para fora dele. Isso é muito prejudicial para o setor produtivo do Rio Grande do Norte”, avaliou.

Para Zeca Melo, superintendente do Sebrae-RN, os feriados atrapalham a produção em um momento complicado da economia brasileira. Por outro lado, ele mantém a esperança de que em 2018 o Brasil possa deixar a crise financeira para trás.

“Nunca é muito bom, a não ser para quem trabalha com lazer, como as agências de viagens e hotéis, que devem achar ótimo, mas não compensa, porque há queda de produção e produtividade – você trabalha menos, e tudo isso no momento em que estamos precisando retomar a economia. Não é uma notícia muito boa. Parece que esquecemos das dificuldades que vivemos entre 2014 e 2016, mas nesse ano que está vindo, vamos crescer mais do que imaginávamos, vamos pensar no lado positivo”, disse.


Zé Vieira, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Rio Grande do Norte (Faern), concordou com os aspectos abordados por seus colegas do empresariado, frisando que a alta quantidade de folgas “não ajuda em absolutamente nada” na recuperação da economia. “O excesso de feriado prejudica a todos, porque o comércio não vende, o produtor não vende, a indústria deixa de funcionar. É muito bom para quem é funcionário público, mas para o setor produtivo, não. É lamentável que o Brasil continue nesse excesso de feriados durante o ano, isso prejudica muito a economia brasileira”.

Por fim, o empresário Glauber Gentil sugeriu que alguns dos feriados, especialmente os religiosos, fossem transferidos para os domingos. “Por que alguns feriados não são coincidentes com os domingos, assim como o Dia das Mães ou o Dia dos Pais? Alguns feriados religiosos poderiam coincidir com o domingo até pelo que o domingo representa para a religião, acredito que isto deveria ser revisto”, opinou.