Estado vai cortar celulares funcionais e 20% de cargos comissionados - Blog do Joabson Silva | Opinião e notícia

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05/01/2018

Estado vai cortar celulares funcionais e 20% de cargos comissionados


A equipe econômica do Governo do Estado anunciou nesta quinta-feira, 4, ao fazer um balanço das reuniões realizadas com membros da bancada federal do Rio Grande do Norte e representantes dos poderes Legislativo e Judiciário, uma série de medidas administrativas para conter a crise enfrentada pelo estado.

Entre as ações, a mais significativa e imediata será a demissão, a partir deste mês de janeiro, de servidores que ocupam cargos comissionados. De acordo com o secretário de Administração e Recursos Humanos (Searh), Cristiano Feitosa, o corte será de aproximadamente 20%, porém, ainda não está definido se a diminuição será diretamente na folha salarial ou no número de servidores.

Atualmente, segundo a Searh, o Estado tem pouco menos de 1,4 mil servidores ocupando cargos comissionados. Se houver uma redução de 20% sobre este número, cerca de 280 funcionários serão demitidos. Caso o corte seja sobre a folha salarial, a redução de gastos será de cerca de R$ 700 mil por mês.

Além disso, o Executivo deverá tomar outras providências, segundo Feitosa. Além de comissionados, serão suspensos contratos com empresas terceirizadas (em 2017, há houve uma redução de 25%) e haverá mais redução de estagiários. “Já cortamos 80% da folha de estagiários. Tínhamos uma folha de quase R$ 1 milhão e agora temos pouco mais de R$ 100 mil por mês. E haverá novos cortes”, explica o titular da Searh.

O Governo do Estado também vai extinguir os celulares funcionais. No ano passado, de acordo com a Secretaria de Administração e Recursos Humanos, já houve uma diminuição de 30% nos gastos com telefones e, atualmente, a despesa é de R$ 130 mil mensal. A partir de agora, por determinação do governador Robinson Faria (PSD), entretanto, essa despesa será extinta.

AUDITORIAS NA FOLHA

Durante as reuniões com os poderes e a bancada federal, o Governo do Estado anunciou também que auditorias internas serão realizadas com o objetivo de encontrar irregularidades ou possíveis áreas de corte.

Em 2017, segundo a equipe econômica do governo, foi uma eliminada uma despesa total de R$ 90 milhões após a realização de uma auditoria por uma equipe externa. A meta é ampliar os cortes, agora com a ação de órgãos internos.

“A Controladoria-Geral vai intensificar este processo de auditoria, incluindo uma inspeção na folha da UERN e nos benefícios pagos aos inativos pelo IPERN”, disse Cristiano Feitosa.