Pacote do governo Robinson mira na Previdência Social para resolver a crise - Blog do Joabson Silva | Opinião e notícia

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10/01/2018

Pacote do governo Robinson mira na Previdência Social para resolver a crise


A reunião entre o governador Robinson Farias durou cinco horas – começou às 11 e terminou às 16 horas – e antecedeu outro encontro entre o chefe de Executivo e representantes das polícias Militar e Civil, que determinou o fim da paralisação de 21 dias.

Foi a reedição integral do encontro na semana passada, quando as medidas de combate à crise financeira foram repassadas a membros da bancada parlamentar.

Nesta terça-feira, 8, foi a vez dos deputados estaduais conhecerem o problema em números – entre eles o presidente da Assembleia, Ezequiel Ferreira. Todos atenderam à convocação com exceção do maior crítico do governo Robinson, o deputado Kelps Lima.

Entre as propostas de ajuste fiscal, uma em especial – se aprovada na Assembleia – deixará um legado importante para o futuro das contas do RN. Ela proíbe qualquer administração que suceda a atual de fazer contas que não possa pagar durante o mandato do governante.

O deputado Dison Lisboa (PSD), líder do governo Robinson na Câmara, explicou que a medida decorreu da experiência sofrida na carne pela atual administração, que herdou de governos passados R$ 270 milhões em dívidas, fruto da generosidade dos gestores com o dinheiro público.

O líder deixou claro que não existe plano B ao que foi desencadeado. “É isto ou a insolvência”, decretou, sem mesmo se deixar abalar pelo ano eleitoral que torna os políticos sensíveis à mínima pressão das urnas. “Não é hora de pensar nisso”, avisou.

Outro foco do governo que parece claro a esta altura é o que coloca a Previdência no epicentro do furacão em que se transformou o descontrole fiscal do governo. O Estado não quer mais se responsabilizar pela conta dos servidores inativos dos outros poderes.

Dos 103 mil servidores do Estado, 33 mil (1/3) ganham em média até dois salários. Essa não é a conta cara para o governo estadual, nem quando esse contingente se aposenta.

Mas quando um servidor do Legislativo, Tribunal de Contas do Estado e Ministério Público engrossa a lista dos inativos, automaticamente, a conta vai para o Executivo.

Considerando os altos salários desses poderes, a despesa é insustentável – razão do meteórico crescimento do gasto da Previdência de 160% entre 2015 A 2017, superando pela primeira vez na história o gasto com os servidores ativos.