Glaucos da Costamarques se diz vítima de plano de Bumlai e compadre de Lula - Blog do Joabson Silva | Opinião e notícia

NOVAS

06/02/2018

Glaucos da Costamarques se diz vítima de plano de Bumlai e compadre de Lula


O engenheiro Glaucos da Costamarques, acusado de ter atuado como laranja do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em supostas propinas da Odebrecht, disse ao juiz federal Sérgio Moro que foi ‘vítima circunstancial’ de um plano do advogado Roberto Teixeira, melhor amigo do petista, e do pecuarista José Carlos Bumlai. Réu em ação da Operação Lava Jato, Glaucos se manifestou em uma investigação que mira suspeita de falsidade sobre recibos de aluguel do imóvel vizinho ao de Lula, em São Bernardo do Campo.

Teixeira é réu na ação penal pelo suposto intermédio da compra de imóveis, que, segundo a acusação formal, foi feita em benefício de Lula. Bumlai não foi denunciado pela força-tarefa da Lava Jato neste processo.

“Glaucos foi vítima circunstancial de um plano arquitetado por José Carlos Bumlai (que nem sequer figura como réu na ação penal) e Roberto Teixeira, aparentemente para alicerçar as sólidas amizades que mantinham com o ex-presidente Lula e sua família. Os artífices se utilizaram de sua boa-fé, da sua simplicidade, da confiança que nutria por José Carlos Bumlai e por ele estendida a Roberto Teixeira, e também do seu dinheiro, para promover a compra de um imóvel visando dar conforto ao ex-presidente Lula e sua família no imóvel”, afirma o engenheiro.

Na ação na qual Glaucos é réu, Lula foi denunciado por supostamente receber R$ 12,5 milhões em propinas da Odebrecht, por meio de um terreno que abrigaria o Instituto Lula – R$ 12 milhões – e uma cobertura vizinha à residência de Lula em São Bernardo de R$ 504 mil. A defesa do ex-presidente alega que o petista pagou pelo aluguel do apartamento e que não aceitou o imóvel para a sede do Instituto. Já a Lava Jato acusa o ex-presidente de nunca ter pago os aluguéis.

Lula entregou recibos dos alugueis ao juiz Sérgio Moro em setembro de 2017. Dois comprovantes apresentam datas que não existem no calendário. Parte dos documentos ainda apresenta os mesmos erros de ortografia. Sobre estes papéis, foi aberta a investigação de suspeita de falsidade.

A manifestação de Glaucos nesta investigação foi entregue em 26 de janeiro. Lula entregou suas alegações no mesmo dia. A defesa do petista alega que os recibos de pagamento são autênticos.

Acusado de ser laranja na compra e titularidade do apartamento, que teria sido custeado pela Odebrecht, Glaucos reafirmou à Justiça que ‘jamais recebeu qualquer valor a título de aluguel do imóvel, senão a partir de novembro de 2015, depois da já propalada visita que Roberto Teixeira lhe fez no Hospital Sírio Libanês após a prisão de José Carlos Bumlai’.

Ao juiz Sérgio Moro, durante depoimentos da ação penal, Glaucos afirmou que recebeu Roberto Teixeira quando esteve internado no hospital Sírio-Libanês, entre novembro e dezembro de 2015 e que também foi visitado pelo contador João Muniz Leite, quando assinou diversos recibos de pagamentos referentes a 2015 de uma vez só.