Decreto presidencial pode reduzir pesca de atum no Rio Grande do Norte - Joabson Silva

NOVAS

08/03/2018

Decreto presidencial pode reduzir pesca de atum no Rio Grande do Norte


Os deputados federais pelo Rio Grande do Norte Felipe Maia (DEM) e Rogério Marinho (PSDB) pediram nesta terça-feira, 6, em reunião com o secretário executivo da Casa Civil da Presidência da República, que a edição de um decreto que pode prejudicar o setor pesqueiro seja adiada. Representantes da atividade da pesca também compareceram ao encontro, que aconteceu em Brasília.

O decreto presidencial que está prestes a ser publicado prevê a criação de duas grandes áreas de proteção ambiental marinhas, ao redor dos arquipélagos de São Pedro e São Paulo (a 987 Km de Natal) e Trindade e Martin Vaz (próximo ao Espírito Santo, no Sudeste), o que reduziria a pesca na região.

De acordo com o deputado Felipe Maia, os profissionais do segmento estão apreensivos com a medida, que poderá causar riscos na economia potiguar. “O setor não foi ouvido e há uma preocupação generalizada. O RN, por exemplo, é responsável por 85% da produção de atum do país. Queremos impedir que o decreto gere impactos negativos na economia do país, principalmente do Rio Grande do Norte”, explicou.


Segundo o parlamentar, o decreto está sendo elaborado e ainda não tem aval do setor pesqueiro. “Como está aberta uma consulta pública sobre a temática para que a população opine sobre a questão, propomos também que ocorra uma audiência pública no Congresso Nacional para que sejam ouvidos todos os setores envolvidos, a fim de que o Decreto Presidencial seja elaborado de forma consensual e não cause prejuízos a economia brasileira”, afirmou.

Além dos deputados potiguares Felipe Maia e Rogério Marinho, também participaram do encontro o deputado federal gaúcho Darcísio Perondi (PMDB), o presidente da Comissão Nacional de Pesca da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Flávio de Moraes Leme, o presidente do Sindicato da Indústria de Pesca do RN, Gabriel Calzavara de Araújo, e o vice-presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Aquaviários e Afins (FNTTAA), Luis Penteado.