Pesquisa Fecomércio sobre o Carnaval de Natal aponta crescimento de 26,7% no público da festa - Joabson Silva

NOVAS

26/03/2018

Pesquisa Fecomércio sobre o Carnaval de Natal aponta crescimento de 26,7% no público da festa


A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Rio Grande do Norte (FECOMÉRCIO RN) divulgou, nesta segunda-feira (27), a pesquisa com on perfil do público e empregabilidade durante o Carnaval Multicultural de Natal, na sede da entidade, no bairro do Alecrim. Os números apresentados apontam um crescimento de público de 26,7% e 52,23% a mais na movimentação financeira no período da festa, na capital potiguar. O público total de foliões que esteve no evento chegou a 573.654 pessoas. Ano passado, o número de presentes foi de 452.670.

Em relação aos gastos, os foliões fizeram circular na economia da cidade, R$ 61.442.595,47. Em 2017 esses gastos foram de R$40.359.369,14. Na festa do ano passado o investimento da Prefeitura foi de R$ 4,5 milhões, contra R$ 5,5 milhões agora em 2018. Os números apontam um retorno positivo do investimento público no evento.

“O carnaval é fonte de alegria e de movimentação econômica. A pesquisa mostra o acerto da Prefeitura do Natal quando, desde 2014, resolveu ser audaciosa e decidiu apostar no carnaval. Hoje a festa é uma realidade na nossa cidade. Uma festa que resgatou tradição e que levou alegria para a população em todos os polos. Uma festa segura onde não tivemos registros de insegurança em nenhum dos polos. Fizemos tudo isso em um período de crise. Mas nós enfrentamos, investimos e acreditamos. Fomos aconselhados a tirar o pé do acelerador, mas eu disse que não poderia acabar uma festa na qual investe-se R$ 4 milhões e que tem-se de volta R$ 40 milhões em movimentação econômica”, comentou o prefeito Carlos Eduardo.

O gasto médio diário individual também teve uma variação positiva. Os turistas gastaram (excetuando a hospedagem) R$ 118,73. Ano passado essa média foi de R$ 109,58. Os gastos dos natalenses durante a festa também tiveram curva ascendente. Este ano a média foi de R$ 65,17, contra R$ 61,52 em 2017. Desses gastos médios, tanto turistas quanto potiguares investiram mais seu dinheiro no item alimentação. No caso dos visitantes 41,5% do total consumido teve esse item como destino. Os natalenses chegaram a 59,7% de gastos com alimentos.

Segundo o presidente da Fecomércio, Marcelo Queiroz, a pesquisa é muito importante para que o empresariado e a Prefeitura possam planejar seus investimentos. “A pesquisa serve como uma espécie de guia para orientar investimentos públicos e das empresas também. Os números apontam que o evento deu certo. Ano após ano a nota de aprovação cresce. Este ano a nota foi de 8,65 contra 8,63 em 2017 de nota geral da população para a festa. Cerca de 89,8% dos que estiveram na festa disseram que pretendem participar de novo em 2019. Ou seja, a festa foi aprovada”, explicou.

Entre todos os polos, Ponta Negra foi o que apresentou o melhor desempenho em relação à movimentação financeira no que diz respeito aos gastos durante o período momesco. No local, a pesquisa estimou um gasto total em torno de R$ 20 milhões, sendo pouco mais de R$ 17 milhões investidos pelos visitantes e próximo de R$ 3 milhões gastos pelo público local. O polo da Redinha vem na segunda posição com cerca de R$ 18,5 milhão. Na sequência tem Petrópolis com aproximadamente R$ 15 milhões, Praia dos Artistas, em torno de R$ 6 milhões, Centro Histórico R$ 800 mil e Rocas, R$ 700 mil.

EMPREGABILIDADE

A pesquisa também abordou a empregabilidade no período para avaliar a geração de empregos/ocupação na cidade durante o carnaval. Foram entrevistadas 301 pessoas. Entre os pesquisados, 77,4% disseram que o evento teve um impacto positivo no seu negócio.

Entre os números apresentados ficou evidenciado o crescimento da participação dos turistas, que saltou de 18% para 21%, sendo que a maioria dessas pessoas veio de Pernambuco, seguido por São Paulo e Rio de Janeiro.

O reflexo dessa movimentação exerceu impacto direto na empregabilidade. De acordo com o secretário de cultura, Dácio Galvão, a pesquisa mostra que cerca de 25% dos entrevistados tiveram novos empregos (em sua maioria informais) durante o carnaval, “surfando na onda” dos gastos dos turistas na cidade. “Foi muito positivo culturalmente e economicamente para Natal”, disse.

PERFIL DO FOLIÃO

A pesquisa traçou um perfil completo do folião que esteve no Carnaval Multicultural de Natal. Ao contrário de anos anteriores, este ano o equilíbrio entre a presença de homens e mulheres na festa foi mais marcante. Dos presentes, cerca de, 50,4% era homens e 49,6% mulheres.

Em relação a faixa etária ficou demonstrado um crescimento de público com idade entre 16 a 24 anos de idade, saindo de 13% em 2017 para 17% em 2018. O nível de escolaridade demonstrou a presença de um público de 59,3% com curso superior e um aumento de pessoas com renda entre 3.500 e 7.000 reais cuja maioria (40%) diz ter escolhido o carnaval de Natal devido as atrações musicais, enquanto que 12,7% optou pela capital potiguar devido a organização da festa.

Em relação a essa organização, a nota geral média do evento foi 8,65, variando positivamente em relação a 2017 quando a nota foi de 8,63 contra 8,5 nos anos de 2016 e 2015. De acordo com 95,6% dos foliões, o Carnaval Multicultural de Natal deve ser recomendado a outras pessoas e cerca de 89% disse que pretende voltar em 2019.