Garibaldi Filho sofre “pressão política” para concorrer a reeleição ao Senado - Joabson Silva

NOVAS

04/04/2018

Garibaldi Filho sofre “pressão política” para concorrer a reeleição ao Senado


Ter o senador Garibaldi Alves Filho no mesmo palanque parece ser uma boa, desde que não se esteja concorrendo ao mesmo cargo que ele. É basicamente esse o entendimento dos correligionários do senador diante da possibilidade dele desistir da reeleição ao Senado Federal para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa. Por isso, segundo informações de bastidores da política local, Garibaldi já estaria sendo pressionado por colegas políticos para se manter no projeto de senador.

A questão é que, basicamente, no lugar de um grande “puxador de votos”, se concorresse a deputado estadual, Garibaldi poderia tirar os votos de outros parlamentares que são, historicamente, aliados dele no MDB. Exemplo? O estadual Nelter Queiroz, que já tem dito publicamente que a depender da “nominata” que o partido for apresentar na disputa pela Assembleia, pode sim mudar de sigla e concorrer a reeleição por outra legenda.

E essa não é a única pressão política que Garibaldi tem sofrido para se manter no Senado. Há também o fato de ser o “nome” de muitos prefeitos potiguares em Brasília. O próprio prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves (PDT), inclusive, tem defendido que o primo Garibaldi continue em Brasília sendo o “braço forte” da Capital na viabilização de recursos.

Isso sem contar, claro, no aspecto eleitoral da mudança. Afinal, os prefeitos teriam que rever os compromissos com os estaduais para acomodar Garibaldi dentro do arco de alianças, o que também não é algo fácil para eles, que dependem tanto de emendas federais, quanto das estaduais (estas viabilizadas pelos deputados estaduais) para obras em seus municípios.

Ou seja, é possível dizer que a necessidade de refazer arranjos para as disputas eleitorais de uma eventual candidatura a Assembleia se choca diretamente com o caminho “fácil” que o senador teria para uma reeleição, visto que ele está em situação “confortável” nas pesquisas de intenção de voto divulgadas até o momento. É mais um ponto favorável a que ele siga no projeto inicial: reeleger.

Então, diante de tudo isso, o que fez Garibaldi repensar a campanha de reeleição para o Senado? A pressão familiar para que ele “fique mais em casa”. Com as sessões do Congresso, o senador passa boa parte da semana em Brasília e, nos finais de semana, viaja para o interior ou vai a compromissos políticos em Natal.

Vale lembrar que Garibaldi tem, hoje, 71 anos e, obviamente, já apresenta os sinais de cansaço dessa rotina. Reeleger-se significaria encarar essa rotina pelos próximos oito anos e ter a possibilidade de uma vida mais tranquila – e presente em casa – só com quase 80 anos.

Ciro Marques