Exportações do RN seguem em queda, segundo Federação da Indústria - Joabson Silva

NOVAS

19/05/2018

Exportações do RN seguem em queda, segundo Federação da Indústria


As exportações de abril do Rio Grande do Norte caíram 26,9% em relação a março e 21,9% em relação a abril de 2017, segundo o Centro Internacional de Negócios –CIN – da Federação da Indústria.

Os principais produtos exportados foram os tecidos de algodão, peixes, castanhas de caju, mamões e granitos.

No acumulado do ano, a queda foi de 2,1% na comparação com o mesmo período do ano passado. Melões, tecidos de algodão, fuel oil, sal e peixes foram os produtos mais exportados no período.

Já as importações do estado ficaram 9,6% menores e a corrente de comércio, que mede o grau de abertura da economia, foi 2,2% menor em relação ao mesmo período do ano anterior.

Depois de um primeiro trimestre de quedas que somaram 74,7%, em abril as exportações de pescado pelo RN acusaram um crescimento de 39,80%.

O Agora RN foi buscar a razões dessa reação. Segundo o presidente do Sindicato da Pesca do RN, Arimar França Filho, foi uma situação pontual. “Os barcos produziram bastaste em abril, mas isso não deve se manter”, explicou.

Mas, fontes ligadas ao Centro Internacional de Negócios da Fiern, informaram que liminares de empresas para garantir exportações para a Europa, que ganharam na Justiça, podem estar na base dessa reação. Uma delas, inclusive, obteve o direito de exportar 60 mil toneladas de pescado para a Espanha.

Desde que foram suspensas as exportações de pescado Brasileiro para a Europa, no começo deste ano, as empresas potiguares que exportam 15% da sua produção para lá, perderam US$ 4 milhões. Os EUA são os grandes clientes do pescado potiguar.

Os maiores compradores do pescado potiguar, pela ordem, são os EUA, Chile, Hong Kong, Japão e Guatemala.

O embargo ao pescado brasileiro veio na esteira da Operação Carne Fraca, que denunciou irregularidades em algumas em algumas empresas do segmento.

Em janeiro, o governo brasileiro suspendeu temporariamente a exportação do pescado, após uma vistoria em fábricas de Santa Catarina, que mostrou falta de higiene e refrigeração inadequada nos navios.