Famílias de policiais mortos no RN relatam atraso de pensões - Joabson Silva

NOVAS

04/05/2018

Famílias de policiais mortos no RN relatam atraso de pensões


Entre os meses de janeiro e abril deste ano já foram registrados 10 policiais militares mortos. Destes, três eram aposentados. Os outros sete estavam em ativa e atuavam na segurança pública do Estado. O número é preocupante, uma vez que no ano de 2016, houve um registro total de 6 casos, enquanto apenas no primeiro mês de 2018 foram registradas 5 mortes. Em 2017 foram registradas, no total, 17 casos.

Todos estes policiais assassinados deixaram para trás familiares e amigos, que sentem com pesar a dor de sua ida. Porém, para as famílias, ainda há algo mais que piora a dor da perda.

Eliabe Marques, presidente da Associação de Subtenentes da PM, afirma que este é um descaso recorrente. “É a única coisa que fica para as famílias, essa pensão, mas na realidade, infelizmente, depois que o policial morre isso acaba virando uma situação muito difícil. As famílias passam meses para ter acesso a pensão. É uma burocracia, um descaso, na realidade”, disse.

Para Eliabe, as associações deveriam prestar mais apoio e auxiliar corretamente as famílias dos policiais, que já sofrem o bastante em perder um ente querido. “Muitas vezes até quando essa pensão sai tem demorado muito. Tanto na questão financeira quanto na questão de buscar também acelerar esse processo. Demora em torno de 4 a 5 meses, o que é uma coisa absurda. Quando o policial morre pronto, acabou. Financeiramente a família está totalmente desamparada”, conclui.