Justiça retira das ruas PM acusado de comandar esquema de fraude no DPVAT - Joabson Silva

NOVAS

31/05/2018

Justiça retira das ruas PM acusado de comandar esquema de fraude no DPVAT


Um policial militar foi denunciado pelo Ministério Público por comandar um esquema fraudulento envolvendo o seguro DPVAT na cidade de Macau, na região salineira potiguar.

O PM, que também é blogueiro, se chama Leandro de Souza e possuía dois escritórios especializados no esquema – um em Macau e outro em Ceará-Mirim.

E segundo a 1ª Promotoria de Justiça de Comarca de Macau, ele e mais três pessoas – uma delas sua esposa – cometeram os crimes de estelionato, associação criminosa e falsificação de documentos para conseguir o viabilizar o benefício para supostas vítimas de acidentes.

Ainda segundo a promotora Tiffany Mourão, Leandro se valia da função de PM e fraudava boletins de ocorrências. Com ajuda de seus comparsas, ele conseguia uma lista de pessoas atendidas no hospital de Macau e, em seguida, um dos estelionatários abordava as pessoas já em casa, com a promessa de indenizar através do seguro DPVAT as futuras vítimas, de forma rápida e segura.

A quadrilha, então, pedia documentos pessoais das pessoas para dar entrada no pedido e confeccionava laudos médicos adulterados e boletins de ocorrência, de maneira que as vítimas de variados tipos de ocorrências pudessem ser enquadradas no DPVAT como vítimas de acidentes de trânsito.

O modus operandi seguia, inclusive, com a mudança dos veículos envolvidos por outros que estivessem com o IPVA em dias e mudança de locais dos acidentes para rodovias asseguradas. Logo após convencer os pacientes a aderirem ao esquema, os criminosos dividiam o lucro; embora em alguns casos tenha ficado constatado pela polícia que o paciente era enganado e não recebia sua parte do acordo, sendo informado que não conseguiu ser enquadrado no seguro.

A promotora Tiffany Mourão entrou com um pedido de medida cautelar contra Leandro de Souza. O blogueiro não poderia mais exercer a função de policial durante o curso das investigações e foi proibido de acessar as dependências da 5ª Delegacia Regional de Polícia Civil de Macau, bem como da 1ª Companhia Independente de Polícia Militar.

O caso agora segue na justiça e, se condenado, Leandro deve perder de forma definitiva a farda, além de pagar pelos crimes como um civil comum.