Nanotecnologia é próxima barreira a ser rompida nos filtros solares e cosméticos - Joabson Silva

NOVAS

04/05/2018

Nanotecnologia é próxima barreira a ser rompida nos filtros solares e cosméticos


Se a nanotecnologia já é jargão recorrente em áreas como a eletrônica, física ou medicina, no mundo dos cosméticos ela pode gerar algum estranhamento. Mas é verdade: esse tipo de abordagem na produção de cosméticos promete melhorar a performance de muitos produtos.

Empresa especialista no assunto, a expositora da FCE Cosmetique Nanovetores explica que, para desenvolver produtos que protegem a pele dos raios UV, alguns aspectos são importantes, como o fator de proteção solar (FPS), que é cada vez mais requisitado pelos consumidores, além de boa espalhabilidade, sensação agradável à pele e alta resistência à água. “Nós, formuladores, sabemos o quão desafiador é obter um produto que atenda a todos estes quesitos, uma vez que para termos um alto fator de proteção é necessário alto teor de filtros físicos, que por sua vez dificultam a espalhabilidade. E os ingredientes que dão resistência à água dificultam muito o fator sensorial”, explica a Dra. Betina Giehl, diretora técnica da Nanovetores.

Como a nanotecnologia ajuda nesse processo, no qual, aparentemente, uma necessidade impossibilita o sucesso da outra? “Por meio desse tipo de tecnologia podemos diminuir o tamanho granulométrico dos filtros físicos, aumentando a área superficial de contato e obtendo uma distribuição mais homogênea na pele”. Hoje, já é possível reduzir a concentração de ativos cosméticos entre cinco e 10 vezes, mantendo o desempenho no produto final. A nanotecnologia é o próximo passo: produtos desse tipo em breve devem estar disponíveis para o consumidor.

Outros avanços

Avanços em outros campos de pesquisa também têm sido alcançados, criando filtros solares cada vez mais eficazes. A DSM, outra empresa que expõe na FCE Cosmetique, possui ativos de filtros UV (tanto UVA quanto UVB), possibilitando combinações que garantem não apenas proteção contra as queimaduras solares, mas também contra os demais efeitos da exposição à luz, como a azul, que também está presente em telas de dispositivos eletrônicos, como celulares, tablets e TVs. “Mesmo com o uso de protetores solares, parte da radiação chega a atingir a pele, por isso também oferecemos vitaminas e ativos capazes de reverter estes danos da exposição, ou mesmo fazer com que a pele se torne mais preparada para uma situação de exposição, como é o caso do PEPHA®-AGE, extrato de algas rico em aminoácidos que estimulam a síntese de colágeno e a regeneração de células”, conta Luis Julian, gerente técnico da DSM.