Defesa usa laudos para atestar incapacidade mental de atirador do MP - Joabson Silva

NOVAS

16/06/2018

Defesa usa laudos para atestar incapacidade mental de atirador do MP


A defesa de Guilherme Wanderley Lopes da Silva tenta se municiar de laudos que atestem a incapacidade mental do ex-servidor do Ministério Público do Rio Grande do Norte, autor do atentado que teve como alvo três promotores de Justiça do estado, em 24 de março do ano passado.

Conforme revela o Blog do François Silvestre, os advogados de defesa vão usar laudos produzidos pela perícia do Instituto Técnico-Científico de Perícia (ITEP) para desqualificar a acusação de que Guilherme Wanderley agiu de forma premeditada no dia do crime. A estratégia da defesa é mostrar que o atirador “não tinha capacidade mental plena de entender o caráter ilícitos atos cometidos”.

As audiências de instrução do caso tiveram início no último dia 6 de junho. Na primeira sessão, foram ouvidos os promotores Rinaldo Reis Lima, à época do atentado promotor-geral de Justiça do estado, Wendell Beetoven Agra e Jovino Pereira da Costa Sobrinho. Os dois últimos atingidos pelos disparos. Além deles, o perito criminal João Batista também esteve presente.

Ao Blog do François Silvestre, a defesa de Guilherme Wanderley disse que “na oportunidade, foram ouvidas as vítimas e o perito oficial do ITEP/RN, que concluiu em laudo anterior àquela audiência que Guilherme Wanderley não tinha capacidade mental plena de entender o caráter ilícitos dos atos cometidos no dia 24 de março de 2017. Perícia esta que foi devidamente ratificada em Juízo na quarta-feira passada por laudo complementar formalizado pelo perito público, cujo tema foi esclarecido e esgotado diante de todos os presentes”.

A defesa ainda reforçou que Guilherme Wanderley está “internado no manicômio judiciário” e não “em clínica particular”. Ele está ocupando uma vaga no Hospital de Custódia e Tratamento do Complexo Penal João Chaves.

A próxima audiência de instrução está marcada para acontecer no próximo dia 25. Mesmo antes da sentença do Tribunal de Justiça, a defesa de Guilherme Wanderley conclui que “o caso já conta com uma verdade incontroversa, extreme de dúvida, estamos de um processo que envolve um acusado portador de um transtorno mental que, no dia fato narrado na denúncia, era parcialmente incapaz de discernir a ilicitude de sua conduta, circunstância essa provada pela única perícia admitida pelo Juiz do feito”.