Copa do Mundo: um teste para a emoção de torcedores e promotores de eventos - Joabson Silva

NOVAS

05/07/2018

Copa do Mundo: um teste para a emoção de torcedores e promotores de eventos


A Copa do Mundo não é apenas um teste para cardíaco nos torcedores. Os produtores que lucram com o evento na Rússia, como os que resolveram promover o “Experience”, no Arena das Dunas, único pago em estádio da Copa no Brasil, também sofrem como se estivessem disputando uma final.

São sete empresários que, quatro meses atrás, imaginaram montar um show em cada uma das partidas das oitavas de final da Copa do Mundo, com exceção da partida do Brasil contra o México, que caiu na última segunda-feira, às 11 da manhã.

Apesar de ser um jogo envolto em emoção, pois determinou a entrada da seleção brasileira nas quartas de final, os promotores resolveram pular essa “experiência” depois da epopeia que foi levar os jogos anteriores a efeito. Um jogo pela manhã em plena segunda-feira poderia ser muito arriscado para a integridade da promoção.

“A gente sabe que a emoção sobra, mas nem sempre é suficiente para garantir um público sob essas condições”, analisa Jarbas Filho, um dos produtores que vive profissionalmente há anos da atividade em Natal.

“Evento e entretimento são atividades, segundo a revista Forbes, de maior liquidez no mundo junto com a Bolsa de Valores, mas diretamente sujeito ao risco”, comenta.

Depois de projetar os primeiros jogos do Brasil nas oitavas de final com certa tranquilidade e pular o jogo contra o México, a Clap Entretenimento – união dos sete promotores – resolveu: vai promover o jogo contra a Bélgica, que determinará ou não a entrada do Brasil nas seminais da Copa do Mundo 2018.

Isso significa que os contatos e preparativos já começaram freneticamente com o objetivo de organizar a vender os quatro mil ingressos a que se propuseram os promotores. Isso a menos de quatro dias do último jogo.

“São mais de 350 profissionais envolvidos entre seguranças, pessoal de bares e restaurante, produção, recepção, portaria, bilheteria, financeiro, limpeza”, lembra Jarbas, que não sabia na manhã desta quarta, 4, se haveria ou não um “experience” na semifinal para terça-feira, 10, caso o Brasil despache a Bélgica para casa nesta sexta, 6.

Os custos e os lucros, promotores não falam. Mas eles garantem que são bastante variáveis durante todo o processo de organização. “É uma atividade que mexe com a emoção de todo mundo”, garante Jarbas Filho.

Além das atrações musicais, um grande telão de 60 metros quadrados, o equivalente a mais de dois outdoors, empilhados um em cima do outro, e dois telões adicionais de 24 metros quadrados de Led de altíssima resolução, nas laterais do campo, garantem a emoção do torcedor.

“Trabalhamos com o diferencial de conforto e segurança único nesta Copa que ninguém conseguiu num estádio brasileiro”, garante Jarbas.

Ele sabe que outros eventos gratuitos podem ter acontecido aqui e ali pelo País, usando a estrutura criada para a Copa de 2014, “mas com a estrutura profissional criada para o Arena das Dunas, somos os únicos”, gaba-se.

Uma coisa é certa: depois desta sexta, o Arena terá uma nova edição do Experiente na final, se Deus quiser.