Custo de vida teve altas recordes em junho, segundo pesquisa do IBGE - Joabson Silva

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06/07/2018

Custo de vida teve altas recordes em junho, segundo pesquisa do IBGE


A greve dos caminhoneiros, de maio, ainda produz estragos. Segundo o IBGE, em nota divulgada nesta sexta-feira, 6, a inflação no Brasil foi de 1,26% em junho – a maior alta do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) desde janeiro de 2016 (1,27%) e a mais alta para o mês de junho desde 1995, quando ficou em 2,26%.

O grupo com maior peso no índice – o de alimentação e bebidas – deu um salto olímpico de 0,32%, em maio; para 2,03%, em junho. A gasolina, que subiu 5% no mês, contribuiu sozinha com 0,22 ponto percentual para a taxa final. Já o etanol subiu 4,22% e teve contribuição de 0,04 pontos percentuais. Juntos, os dois itens responderam por mais de um quinto da taxa mensal.

Habitação também disparou, de 0,83% em maio para 2,48% em junho, e teve o segundo maior impacto do mês.

Alimentos

Em junho, houve elevação do valor do conjunto de alimentos essenciais em 15 capitais, como indicam os dados da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

As altas mais expressivas foram registradas em Cuiabá (7,54%), Recife (5,82%), Curitiba (3,84%), Belém (3,83%) e Porto Alegre (3,45%).

As reduções ocorreram apenas em Campo Grande (-4,51%), Florianópolis (-3,70%), Belo Horizonte (-0,32%), Goiânia (-0,23%) e Rio de Janeiro (-0,10%).

A cesta mais cara foi a de Porto Alegre (R$ 452,81), seguida de São Paulo (R$ 451,63), Rio de Janeiro (R$ 445,58) e Cuiabá (R$ 425,32).

Os menores valores foram observados em Salvador (R$ 333,00) e Aracaju (R$ 349,55). Em 12 meses, entre junho de 2017 e 2018, os preços da cesta caíram em 13 cidades, com destaque para Goiânia (-6,23%), João Pessoa (-5,40%) e Salvador (-4,92%).

As altas foram registradas em sete capitais e as principais são as de Cuiabá (7,61%) e Rio de Janeiro (6%).

No primeiro semestre de 2018, todas as capitais acumularam aumentos, com variações entre 1,42%, em Goiânia, e 12,90%, em Cuiabá.