Hormônios podem intensificar a dor de cabeça em mulheres, diz estudo - Joabson Silva

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03/07/2018

Hormônios podem intensificar a dor de cabeça em mulheres, diz estudo


As dores de cabeça, que podem surgir de repente ou gradualmente e durar uma hora ou vários dias, atingem cerca de 63 milhões de brasileiros de todas as idades, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde). No entanto, as mulheres são ainda as mais prejudicadas, já que contam com um ciclo menstrual que envolve, desde a primeira menstruação até o período da menopausa.

Durante esses momentos, a mulher sofre como uma flutuação mensal de hormônios em seu organismo, o que faz com que elas tenham uma predisposição para ter dor de cabeça e desenvolvam mais crises de enxaqueca do que os homens.

De acordo com o ginecologista e obstetra do Hospital Vila Nova Cachoeirinha, Maurício Sobral, a relação hormonal está mais ligada as crises de enxaquecas do que apenas simples dores de cabeça, por isso, surge a tão conhecida enxaqueca menstrual. Isso acontece porque os níveis de estrogênio e progesterona caem neste período.

Uma curiosidade é que, de acordo com um estudo feito pela Nashville Neurosciense Group, 64% das mulheres que relacionam a enxaqueca com o período pré-menstrual, deixam de ter dores de cabeça durante a gravidez.

“A questão hormonal em relação as dores de cabeça e crises de enxaquecas são tão fortes que, normalmente, durante o período de gestação, momento em que os hormônios, em geral, dão uma trégua, muitas mulheres que lidam com este problema, costumam não sentir tantas dores”, afirma o especialista.

A melhor maneira de tratar o problema é através de medidas preventivas, com medicações que evitem que a mulher desenvolva a cefaleia. No entanto, é importante consultar um ginecologista, já que uma das maneiras controlar as dores, seria interromper o ciclo menstrual.

“Apenas um especialista poderá identificar a real relação entre os hormônios e as enxaquecas por meio de uma avaliação médica cuidadosa. É importante ressaltar que a automedicação não é indicada e que com a ajuda de um médico, o paciente receberá o tratamento certo para seu caso”, finaliza Sobral.