Zenaide ataca pauta de retrocessos e cola Garibaldi em Michel Temer - Joabson Silva

NOVAS

30/08/2018

Zenaide ataca pauta de retrocessos e cola Garibaldi em Michel Temer


A deputada federal Zenaide Maia (PHS) tem se credenciado, a cada entrevista, como a candidata ao Senado de oposição aos retrocessos aprovados pelo Congresso Nacional desde que Michel Temer chegou ao Palácio do Planalto. Em contrapartida, ao demarcar sua posição política, Zenaide joga o senador Garibaldi Alves (MDB) para o outro lado do “ringue”.

Zenaide foi a única deputada federal da bancada do Rio Grande do Norte que votou contra todas as pautas que retiravam direitos trabalhistas e sociais da população brasileira, a exemplo da reforma trabalhista, congelamento dos investimentos sociais por 20 anos e abertura do Pré-sal para as multinacionais estrangeiras.

Na estratégia usada para convencer os eleitores, Zenaide está ao lado dos trabalhadores e Garibaldi amarrado ao pé de Michel Temer. Aliás, essa deve ser a principal disputa para Senado, Zenaide versus Garibaldi, já que o capitão Styvenson Valentim (Rede) começa a abrir vantagem para os demais concorrentes, segundo as mais recentes pesquisas de intenção de voto.

Nesta terça-feira (28), em entrevista à rádio 98FM, Zenaide mais uma vez marcou sua posição contrária aos retrocessos encaminhados ao Congresso pelo governo Temer, em especial a reforma trabalhista.

Questionada pelos entrevistadores sobre os pontos de que divergia do projeto que teve como relator o deputado federal Rogério Marinho (PSDB), alvo de seis inquéritos no Supremo Tribunal Federal e acusado entre outros crimes de corrupção passiva, ativa e lavagem de dinheiro, a candidata ao Senado ressaltou três pontos principais:

– O fato de mulheres grávidas poderem trabalhar em locais insalubres, o que nem em acordos de guerra foram capazes de fazer; o fato de um contrato valer mais que a lei, e um terceiro ponto, já que nem a ditadura militar acabou com os sindicatos.

Zenaide destacou que a reforma trabalhista fragilizou ainda mais o trabalhador. E não cumpriu sequer a proposta de criar mais empregos, o que não ocorreu nem com a precarização dos postos de trabalho. Ela ainda pontuou que quando se retira direito dos trabalhadores, a mulher é quem sofre mais:

– A mulher é quem paga o preço mais caro por causa do assédio moral. Para mim, é cruel o trabalho intermitente. Porque o trabalhador intermitente nunca vai conseguir se aposentar. Primeiro porque se contabiliza as horas trabalhadas, e não os anos de trabalho, que é o que vale para a Previdência; e outra: nem as famílias sabem quanto vão receber no final do mês.