Robinson Faria adota neutralidade para o segundo turno das eleições - Joabson Silva

NOVAS

17/10/2018

Robinson Faria adota neutralidade para o segundo turno das eleições


O governador Robinson Faria (PSD) vai adotar a neutralidade no segundo turno das eleições para o Governo do Estado e Presidência de República. Com a tentativa frustrada de se reeleger ao cargo, ficando em terceiro lugar na disputa do primeiro turno, obtendo pouco mais de 190 mil votos, ele diz que vai se dedicar para entregar um Estado equilibrado financeiramente ao seu sucessor no executivo estadual.

“Vou ficar neutro. Não vou tomar posição política. Não quero falar bem ou mal dos candidatos envolvidos na disputa. Se o povo não me quis no segundo turno, cabe a mim ficar na neutralidade, e em silêncio. Também não vou me posicionar com relação aos que disputam a presidência”, disse Robinson Faria, em entrevista para a rádio 98 FM.

O segundo turno no Rio Grande do Norte será disputado por Fátima Bezerra (PT) e Carlos Eduardo Alves (PDT).

Com o término do mandato, ele pretende retornar ao setor privado a partir de 1 de janeiro de 2019. “Depois de 32 anos de vida pública, como sempre fui empresário, eu vou voltar para o setor privado. Quero cuidar da minha vida e dos meus filhos”, relata. No entanto, ele não descarta voltar para a vida a pública no futuro.

Robinson também reforça que irá entregar um Rio Grande do Norte melhor do que recebeu. “Vou trabalhar com motivação até o último dia de governo. Vou entregar um Estado muito melhor do que recebi. Realizei mil e duzentas obras, apesar de ter recebido um Estado falido, com sete anos de seca e sem ajuda da bancada federal”, diz.

Na opinião do atual chefe do executivo, o resultado adverso obtido nas urnas deste ano tem nome e sobrenome: atraso salarial. O Governo do Estado não cumpre com o calendário de pagamentos há dois anos. O 13º salário de 2017 de parte dos servidores ainda não foi pago. “O servidor puniu quem o protegeu. A minha opção, com o coração solidário, era perseverar – tentando vencer a crise para colocar a folha em dia – ou ter tomado a medida drástica que era de demitir até 20 mil servidores estaduais”, aponta.

Segundo Robinson Faria, o Governo do Estado poderia realizar o corte de servidores – comissionados e efetivos – com o objetivo de se adaptar aos ditames da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). “Quando se ultrapassa quatro quadrimestres acima do limite legal, o governador fica autorizado a demitir servidores comissionados e efetivos. Eu poderia, numa canetada, demitir 20 mil pessoas. O servidor que eu não demiti acabou não entendo minha posição. Ficaram com a sensação de raiva e revolta. Os atrasos de salários fizeram com que a população não votasse em mim. Joguei fora minha reeleição para proteger 20 mil servidores”, lamenta.

Ainda de acordo com o governador, a crise na segurança também afetou o resultado nas urnas. Em 2017, o Rio Grande do Norte registrou 68 homicídios por grupo de 100 mil habitantes, o que representa uma das taxas mais altas de todo o país. No entanto, ele avalia que combater a violência não deve ser uma obrigação apenas dos Estado. “O Brasil precisa discutir a segurança pública. É preciso discutir a legislação e o apoio financeiro para os Estados. É preciso que o Governo Federal, Estados e Municípios atuem de forma harmônica”, explica.

Sobre as realizações do governo, Robinson Faria aponta para a ampliação da rede de unidades hospitalares capacitadas para realizar cirurgias ortopédicas. Os hospitais regionais de Pau dos Ferros e Caicó, por exemplo, já promovem intervenções cirúrgicas.

O chefe do executivo também considera importante as ações para garantir segurança jurídica ao setor empresarial. “Vou entregar um Estado com segurança jurídica. E isso vai trazer novos investimentos; é uma ponte para o futuro. Mais de 70% da produção de energia eólica do Rio Grande do Norte nasceu no governo de Robinson Faria. Criamos as condições para que as empresas estrangeiras se instalassem por aqui”, finaliza.