Consumo de fim de ano anima setor de comércio a contratar mais temporários no RN - Joabson Silva

NOVAS

15/11/2018

Consumo de fim de ano anima setor de comércio a contratar mais temporários no RN


A Federação do Comércio, Bens, Serviços e Turismo do RN (Fecomércio) projeta entre 4 mil a 4,5 mil as contratações temporárias com a chegada das festas de fim de ano. Dessas novas vagas, os comerciantes estimam que 1.800 postos venham a ser abertos só na capital.

Não é um grande aumento em relação ao ano passado, mas sinaliza um otimismo dos empresários com a retomada da economia, afirma Augusto Vaz, presidente da Câmara dos Diretores Lojistas de Natal.

Das vagas a serem abertas aqui, 35% acontecerão nas lojas do Alecrim, maior bairro de comércio popular da cidade, assegura o presidente da associação dos empresários do bairro, Pedro Campos. Mas ele avisa: este ano, as lojas ali só começarão as contratações pra valer a partir da semana que vem. “Os lojistas aqui querem sentir mais a temperatura do comércio para então reforçarem suas equipes”, ele explica.

Como sempre, os estoques já começaram a ser reforçados com um ou dois meses de antecedência. “Quem começa a comprar em cima da hora, fica sem mercadoria para o Natal”, lembra Campos.

No shopping Midway Mall, onde há uma força de trabalho estável de 4.500 funcionários espelhados na administração, mas principalmente nas 144 lojas, entre satélites e as âncoras, as contratações temporárias já começaram. Implantado há cinco anos pela Associação dos Lojistas do Midway, o cadastro do shopping recebe em média 250 currículos novos por semana. “Já treinamos 500 pessoas este ano”, conta o presidente da Alomid, Denerval Jr.

Com um “turnover”, rotatividade de pessoal, de 8% a 10%, considerado alto, é a partir de abril que os comerciantes realizam a maioria das dispensas e aproveitam os temporários que eles consideram importantes para uma retenção.

Por isso mesmo, o treinamento ali é concentrado todo a partir da associação – por uma pura e simples questão de economia para os comerciantes. “Por pessoa, um vendedor custa em média R$ 1 mil e um gerente o dobro disso para ser treinado”, diz Denerval Jr. Assim, o custo do treinamento é diluído por todos e a mão de obra pode ser aproveitada igualmente por todos os lojistas. “O pessoal recebe todas as noções gerais e cada loja dá o acabamento final que quiser nesse colaborador”, resume Denerval Jr.

Para o presidente da Fecomercio/RN, Marcelo Queiroz, apesar deste ano ser sido bem complicado para a economia, sim, “há um sentimento de esperança bem forte para 2019”. E explica que, considerando os números até agosto, “temos emplacado alta de 6,6% no acumulado do ano nas nossas vendas”.

Os empresários e dirigentes lojistas ouvidos pelo Agora RN concordam que a flexibilização das leis trabalhistas, com a possibilidade de um maior uso de empregados intermitente, produzirá efeitos crescentes na absorção de mão-de-obra do comércio.

Para Marcelo Queiroz, mesmo com a possibilidade de atraso do 13º salário dos servidores estaduais, 2018 é esperado com uma alta de 4,5% a 5% nas vendas. Um percentual bastante positivo, segundo ele, “sobretudo se considerarmos que, em 2017, fechamos com as vendas em queda de 1,5%”.