Descontente com MDB, deputado Nélter Queiroz estuda trocar de partido - Joabson Silva

NOVAS

15/11/2018

Descontente com MDB, deputado Nélter Queiroz estuda trocar de partido


O deputado estadual reeleito Nélter Queiroz analisa deixar o MDB a partir do próximo ano. O parlamentar se queixa do comando emedebista durante as eleições de outubro.

“Fizeram um trabalho para me derrotar. Houve uma má condução do partido, pois vetaram que outras legendas se coligassem conosco”, reclamou o parlamentar, em entrevista para o programa Jornal das 6, da rádio 96 FM.

Segundo ele, que há 17 anos está filiado ao MDB, o diretório da cidade de Mossoró não queria que a legenda se alinhasse com determinados partidos, como o PSB. “Nossa coligação foi um desastre”, relata.

Eleito para o oitavo mandato na Assembleia Legislativa, Nélter Queiroz estuda propostas para filiação, mas ainda não definiu sobre qual caminho irá seguir em 2019. “Ainda estou analisando”, despista o deputado.

O deputado estadual torce por uma boa gestão da governadora eleita, Fátima Bezerra (PT). No entanto, ele acredita que a futura gestora terá grandes desafios pela frente, como a relação com os demais poderes – Legislativo e Judiciário, além do Ministério Público.

“Eu sou favorável à redução dos repasses financeiros do Executivo aos demais poderes, pois é preciso negociar melhor esta questão. Acredito que temos de esquecer a oposição; temos de esquecer o governo. Nós temos que pensar no Rio Grande do Norte”, pondera.

O emedebista também sugere que o futuro governo encerre os pagamentos das parcelas mensais referentes ao contrato de concessão da Arena das Dunas.

O deputado ainda analisou o resultado obtido nas urnas pelo atual governador, Robinson Faria (PSD). Sem citar nomes, o parlamentar avalia que o chefe do Executivo foi boicotado por parte da bancada do Rio Grande do Norte. “Após as eleições de 2014, eu senti que, quando Henrique Alves foi derrotado por Robinson Faria, algumas pessoas colocaram pedras no caminho do governo. Temos de acabar com esta política rasteira”, finaliza.