Brasil convida e desconvida Cuba e Venezuela para posse a pedido de Bolsonaro - Joabson Silva

NOVAS

17/12/2018

Brasil convida e desconvida Cuba e Venezuela para posse a pedido de Bolsonaro


O Portal Poder360 apurou no Itamaraty que os presidentes de Cuba, Miguel Díaz-Canel, e Venezuela, Nicolás Maduro foram convidados e depois desconvidados por orientação da equipe de Jair Bolsonaro.

Bolsonaro disse neste domingo (16) que não chamará para a posse presidencial chefes de Estado de regimes “que violam as liberdades de seus povos e atuam abertamente contra o futuro governo do Brasil por afinidade ideológica com o grupo derrotado nas eleições“.

No segundo turno, “o grupo derrotado das eleições” foi o Partido dos Trabalhadores.

A fala foi reiterada durante um passeio do militar para tomar água de coco em um quiosque na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio de Janeiro.

“Ele [Maduro] não vai receber [convite]. Nem ele, nem aquele ditador lá que substituiu o Fidel Castro“, afirmou.

A fala do militar corrobora o que disse o futuro chanceler, Ernesto Araújo, na manhã de hoje. Também pelo Twitter, o indicado para chefiar o Itamaraty afirmou que “por respeito ao povo venezuelano“, o presidente daquele país, Nicolás Maduro, não seria convidado.

Após a fala de Araújo, o ministro das Relações Exteriores e ex-vice-presidente da Venezuela, Jorge Arreaza, mostrou, também pelo Twitter, o convite para a posse de Bolsonaro enviado pelo governo brasileiro.

Mais Médicos

Tanto na caminhada quanto no Twitter o militar voltou a falar do Programa Mais Médicos. Na praia, acusou os médicos cubanos que foram embora de serem agentes.

“Os cubanos foram embora por quê? Porque sabiam que eu ia descobrir que grande parte deles, ou parte deles, eram agentes e militares. Não podemos admitir o trabalho escravo no Brasil com a máscara de trabalho humanitário voltado a pobres no tocante ao médico“, disse.

O Ministério da Saúde Pública de Cuba anunciou a saída do país do Mais Médicos em 14 de novembro. O motivo da decisão foram declarações “ameaçadoras e depreciativas” feitas pelo presidente eleito. Ao todo, 8.331 cubanos trabalhavam no Brasil por meio do programa.