Flávio Rocha diz que Bolsonaro será a Margaret Thatcher do Brasil - Joabson Silva

NOVAS

14/12/2018

Flávio Rocha diz que Bolsonaro será a Margaret Thatcher do Brasil


Esperança, aprovação irrestrita e orgulho são apenas três termos utilizados pelo empresário Flávio Rocha, que comanda o Grupo Guararapes – das quais se destaca o conglomerado de lojas Riachuelo – em relação à posse do presidente eleito Jair Bolsonaro, em 1° de janeiro. Em artigo na Folha de São Paulo, Flávio Rocha destacou que Bolsonaro tem tudo para ser – no Brasil – o que a ex-primeira ministra britânica Margaret Thatcher foi no Reino Unido.

No artigo, Flávio Rocha – que foi pré-candidato à Presidência da República pelo PRB e na ocasião se intitulou como o candidato da agenda liberal do Brasil – disse que em Brasília o clima é de contagem regressiva para que se inicie o mandato de Jair Bolsonaro. Para ele, Brasília não só está agitada, como também animada com a perspectiva de começo de uma nova era política, mexendo positivamente com empresários e jornalistas.

Para Flávio Rocha, essa mudança iminente se dá depois de quatro governos de uma esquerda, que ele considera retrógrada. “Pela primeira vez o poder troca efetivamente de mãos. Embora o governo do PT tenha acabado em 2016, só agora um presidente que em tudo lhe é antagonista chega ao poder ungido pelas urnas”, disse Rocha. Diante deste quadro, a aprovação do empresário potiguar não é surpresa para quem o acompanha, pelo fato de sempre ter defendido a necessidade de o Brasil ter um governante liberal na economia e conservador nos costumes.

E Rocha diz mais: “Com Bolsonaro, temos a nossa Margaret Thatcher, a primeira-ministra britânica que nos anos 80 dobrou os fortes sindicatos do país e colocou de joelhos um obsoleto Estado do bem-estar social, que apenas sobrecarregava a classe que realmente trabalhava”. Para Rocha, que não foi entusiasta de primeira hora do novo presidente, pelo fato de ter sido candidato, no início Bolsonaro soava – para ele – não parecer ter todos os requisitos necessários, ou seja, não havia dúvida de que se pautava pela defesa da família e dos bons costumes, mas esse aspecto é apenas metade da receita.

Na avaliação de Flávio Rocha, a outra metade – no caso, a disposição de liberar as forças da economia – dependia de uma perspectiva que não parecia inata ao candidato, por conta de o histórico do presidente apontar para um flerte inequívoco com projetos estatizantes. De acordo com Flávio Rocha, mesmo a aproximação com Paulo Guedes – que ele tem certeza ser um liberal acima de qualquer suspeita – corria o risco de ser apenas circunstancial. “O tempo, porém, se encarregou de demonstrar que a convicção de Bolsonaro é genuína. Ou ele não teria colocado Guedes no mais importante cargo de seu governo”, detalhou.

Rocha destaca ainda que a governabilidade está assegurada. Para ele, o receio inicial de que Bolsonaro não contaria com votos necessários para a aprovação das reformas estruturais logo se dissipou. “A contabilidade do número de cadeiras perdeu sua utilidade. As legendas se transformaram em agrupamentos amorfos que não ditam mais as diretrizes políticas. Estas são dadas pelas principais bancadas, que a esquerda chama, pejorativamente, de BBB (Bíblia, bala e boi). Ao contrário dos partidos, o nível de lealdade dessas bancadas pode chegar a 100%”, acredita Flávio Rocha. “É por isso que assistirei à posse com a sensação de dever cumprido”, acrescenta.