Fórum da Cooperativa Médica do RN discute o novo coronavírus - Joabson Silva

NOVAS

28/02/2020

Fórum da Cooperativa Médica do RN discute o novo coronavírus


Faltou lugar para os profissionais de saúde que foram nesta quinta-feira (27) buscar informações no 1º Fórum de Doenças Respiratórias promovido pela Cooperativa Médica do Rio Grande do Norte (Coopmed-RN), em parceria como a Secretaria Municipal de Saúde de Natal (SMS).

Os 156 lugares do auditório da Associação Médica do RN foram tomados rapidamente e pelo menos 30 pessoas ficaram de pé para assistir a uma palestra do médico infectologista Kléber Luz, consultor internacional da Organização PanAmericana da Saúde para arboviroses e com vasta experiência em doenças tropicais.

“Desde que os primeiros casos do coronavírus surgiram na China, a Secretaria Municipal de Saúde nos demandou que organizássemos um fórum sobre doenças respiratórias, mas, diante da procura que estamos vendo aqui, já é possível adiantar que muito em breve teremos um segundo evento”, comentou Márcio Paiva, superintendente da Coopmed-RN.

Segundo Maria Vanessa Negreiros, coordenadora de Projetos da cooperativa, é importante que o máximo de profissionais de saúde compreenda a extensão de um vírus inteiramente novo, cujos protocolos de prevenção ainda serão objeto de mudanças ao longo do tempo para aperfeiçoar o trabalho de prevenção. “É o conhecimento que evitará o pânico e aprimorará a colaboração por parte da população”, explicou.

Juliana Araújo, diretora do Departamento de Vigilância em Saúde de Natal, lembrou que, desde o surgimento do Covid-19, como foi batizada a doença causada pelo novo coronavírus, o município vem seguindo as recomendações da Organização Mundial de Saúde, do Ministério da Saúde e da Secretaria Estadual de Saúde frente ao surgimento de possíveis casos suspeitos.

“Nosso foco agora é capacitar a rede municipal com mais de 150 pessoas entre profissionais médicos, enfermeiros e agentes de saúde na padronização de um protocolo de como devemos proceder diante de um caso suspeito”, acrescenta.

Ainda segundo Juliana, o momento é de capacitação e de conversa entre os profissionais para de tirar dúvidas e esclarecer a população. “É um vírus novo cujos protocolos irão mudando com o tempo de acordo com as necessidades estabelecidas pela OMS, mas o momento agora é obter o máximo de conhecimento para receber, orientar e direcionar a população”, resumiu.

Ela adiantou que a primeira orientação é que a pessoa portadora de sintoma respiratório evite locais com aglomeração, já que se trata de um vírus de fácil transmissão por meio de contato, saliva, espirro, tosse ou o compartilhamento de objetos de uso pessoal.

Uma vez acolhido na rede de saúde, o paciente recebe uma máscara de procedimento e depois é submetido a uma anamnese (entrevista), onde é perguntado sobre histórico de viagem, por exemplo. Os casos considerados graves são encaminhados para o hospital de referência, o Giselda Trigueiro. No caso de crianças, para o hospital Maria Alice Fernandes.

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