RN monitora 17 pessoas que tiveram contato com mulher contaminada por coronavírus - Joabson Silva

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13/03/2020

RN monitora 17 pessoas que tiveram contato com mulher contaminada por coronavírus


As autoridades sanitárias do Rio Grande do Norte monitoram 17 pessoas que tiveram contato com a mulher de 24 anos que foi diagnosticada com coronavírus em Natal. Uma delas é o marido da paciente e as outras 16 são passageiros que estiveram no mesmo voo que ela.

Em entrevista coletiva na manhã desta sexta-feira (13), o médico infectologista André Prudente, diretor do Hospital Giselda Trigueiro, explicou que a mulher passa bem e que não apresenta mais sintomas. Antes de melhorar, ela estava com tosse seca, febre, obstrução nasal e dores no corpo.

Segundo o médico, a paciente começou a apresentar os sintomas no dia 1º de março. Por causa do tempo, ele estima que a fase de transmissão já passou - ou seja, a mulher não dissemina mais o vírus. Ela, que já tem asma, chegou a ficar dois dias internada porque sentiu "desconforto respiratório", mas depois foi liberada e está em casa.

"Possivelmente, ela nem está mais em fase de transmissão. Começou no dia 1º. Então, domingo agora ela estará completando 14 dias com a doença. E ela não tem mais sintomas. A transmissão é principalmente pela tosse", afirmou André Prudente.

O marido da mulher, segundo as autoridades, não tem sintomas.

Nesta quinta-feira (12), as secretarias de Saúde do Estado e do Município de Natal confirmaram o primeiro caso de coronavírus no Rio Grande do Norte. Trata-se de uma paciente com 24 anos de idade que mora em Natal e que esteve em três países da Europa (França, Itália e Áustria). A data da viagem não foi divulgada.

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap), as análises laboratoriais foram realizadas pelo Instituto Evandro Chagas, no Pará, referência nacional para os exames do covid-19, a infecção causada pelo novo coronavírus.

Além do caso confirmado, há 17 casos suspeitos de coronavírus no Rio Grande do Norte e 15 já foram descartados até agora.

"A gente não pode espalhar o pânico, pois não há motivo para pânico. Acredito que isso não vai acontecer com essa doença", afirmou o médico.

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